segunda-feira, 21 de maio de 2012

Acre guarda sinais de povos perdidos

Roberta Faria

Entre os vales dos rios Acre, Iquiri e Abunã, sul do Acre, esconde-se um dos grandes mistérios da arqueologia brasileira. Vistas do chão, as trilhas escavadas lembram trincheiras – remanescentes, pensava-se, da revolta do Acre, no início do século 20. Mas, a 300 metros de altura, ganham formas de círculos e quadrados que parecem desenhados por um compasso gigante. Os geoglifos (“escrita da terra”) ocupam uma área de 150 quilômetros de comprimento por 50 quilômetros de largura na fronteira entre as pastagens e a floresta Amazônica. Os desenhos são comparados às Linhas de Nazca, no Peru, que inspiraram o suíço Erich von Daniken a escrever Eram os Deuses Astronautas?, best-seller sobre supostos contatos extraterrestres com as civilizações antigas. “Mais do que vida fora da Terra, eles mostram que houve uma sociedade avançada na Amazônia entre 800 e 2,5 mil anos atrás”, diz o paleontólogo Alceu Ranzi, da Universidade Federal do Acre. Co-autor do livro Geoglifos da Amazônia, Ranzi descobriu os desenhos durante um vôo comercial em 2000. “As trilhas exigiram anos de trabalho e uma enorme força coletiva para serem construídas.” Quem era e onde essa civilização foi parar são as próximas incógnitas a serem solucionadas pela equipe.

Aventuras na História n° 020

Nenhum comentário:

Postar um comentário