Novos materiais
apresentam a singularidade de se tornarem mais largos quando esticados. Essa
propriedade ajudará na construção de ossos artificiais, coletes à prova de
balas e absorvedores de choque e de som.
Ao se esticar massa de bola na cozinha é fácil ver como tudo
que é repuxado nas pontas acaba ficando com um volume menor no meio, ou seja,
fica mais fino. Essa regra geral também poderá ter sua exceção, graças às
pesquisas do químico Ken Evans, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra,
com novos materiais, que ficam mais largos e não mais finos, quando repuxados.
Essa é uma propriedade rara, que Evans só foi descobrir em produtos como o
teflon, usado na fabricação de uma fita vedante que impede a passagem de água,
mas não vapor. Ao microscópio eletrônico, ele descobriu partículas em forma de
discos, conectadas por fios. Quando comprimidas, as partículas se mantêm
achatadas e próximas, mas à medida que as pontas são repuxadas os discos se
separam e ficam na transversal, aumentando o volume do material. A novidade
será vem-vinda na criação de osso artificiais, coletes à prova de balas,
absorvedores de choque e de som.
Revista Super Interessante n° 032
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