11 de setembro. Atentados terroristas derrubam as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York e danificam o Pentágono, em Washington, fazendo quase três mil vítimas fatais. Dias depois, o presidente americano George W. Bush declara a “guerra ao terror” e suas taxas de aprovação explodem, atingindo 90%.
7 de outubro. Início da ofensiva americana do Afeganistão. O governo afegão, controlado pelo grupo fundamentalista islâmico do Talebã, abrigava Osama Bin Laden, chefe da organização jihadista Al-Qaeda. A primeira fase da operação militar, baseada na articulação de forças americanas com guerrilheiros afegãos que combatiam o Talebã, encerra-se com a tomada da capital, Kabul, a 12 de novembro.
26 de outubro. Bush assina a Lei Patriótica, que restringe liberdades civis, reduz o direito à privacidade e confere à polícia e ao Judiciário prerrogativas excepcionais de combate ao terrorismo em território dos Estados Unidos.
13 de dezembro. Bush anuncia a retirada americana do Tratado de Mísseis Anti-balísticos (ABM), firmado com a antiga União Soviética em 1972. A decisão abre caminho para o projeto de criação de um escudo antimísseis baseado em terra e em órbita.
■ 2002
21 de maio. O Departamento de Estado dos Estados Unidos publica um relatório definindo sete países como patrocinadores do terrorismo: Iraque, Irã, Síria, Líbia, Coréia do Norte, Sudão e Cuba.
12 de outubro. Ataques do terror jihadista matam mais de 200 em discotecas em Bali (Indonésia).
16 de outubro. O Congresso americano aprova a Resolução de Guerra contra o Iraque.
■ 2003
15 de fevereiro. Mais de 10 milhões de pessoas protestam contra o iminente ataque americano ao Iraque em seis centenas de cidades de todo o mundo.
19 de março. Início da invasão do Iraque pelas forças da coalizão liderada pelos Estados Unidos. No Conselho de Segurança da ONU, uma maioria se opunha ao ataque contra o Iraque. A primeira fase da guerra se completa com a tomada de Bagdá, a 9 de abril.
1º de maio. Discurso de Bush no porta-aviões Abraham Lincoln anunciando o fim das principais operações de guerra no Iraque. Um painel atrás dele celebrava a “Missão Cumprida”, uma declaração desmentida pelos fatos nos anos seguintes.
12 de maio. Atentados jihadistas matam 26 pessoas, em áreas residenciais para estrangeiros em Riad. A Al-Qaeda começa uma ampla campanha de terror na Arábia Saudita.
16 de maio. Atentados jihadistas matam 33 pessoas em Casablanca (Marrocos).
15 de novembro. Atentados jihadistas matam 25 pessoas em dois ataques a sinagogas em Istambul (Turquia).
■ 2004
3 de fevereiro. A CIA reconhece que o regime de Saddam Hussein não possuía armas de destruição em massa, pretexto usado por Bush para a invasão do Iraque.
6 de fevereiro. Atentado suicida mata 41 pessoas num trem de metrô em Moscou. As organizações jihadistas da Chechênia ampliam sua campanha de terror na Rússia.
11 de março. Atentados jihadistas simultâneos matam 191 pessoas em ataques a trens, em Madri. No dia seguinte, milhões protestam na Espanha contra o terrorismo. Semanas depois, o novo governo social-democrata espanhol anuncia a retirada das tropas do país engajadas no Iraque.
28 de abril. Programa de TV nos Estados Unidos revela as torturas cometidas por agentes americanos contra detidos em Abu Ghraib.
A prisão no Iraque se converte, junto com o presídio offshore de Guantánamo, em símbolo das violações de direitos humanos cometidas por Washington na “guerra ao terror”.
8 de outubro. Atentados suicidas de jihadistas matam 34 pessoas num resort egípcio no Mar Vermelho.
2 de novembro. Bush consegue a reeleição, derrotando o democrata John Kerry.
■ 2005
7 de julho. Atentados jihadistas em trens do metrô e em um ônibus matam mais de 50 pessoas em Londres. As células da Al-Qaeda na Europa parecem operar de modo autônomo, recrutando militantes entre as comunidades de imigrantes muçulmanos.
19 de outubro. Início do julgamento de Saddam Hussein, em Bagdá.
29 de outubro. Atentados jihadistas matam mais de 60 pessoas em Delhi (Índia).
■ 2006
5 de novembro. Saddam Hussein é sentenciado à pena de morte. A sentença foi executada em segredo, a 30 de dezembro.
■ 2007
6 de agosto. Atentados suicidas múltiplos matam quase 600 pessoas em Katanya, no norte do Iraque.
27 de dezembro. A ex-primeira-ministra Benazir Bhutto é assassinada num atentado jihadista durante um comício eleitoral no Paquistão.
■ 2008
15 de setembro. Quebra do banco de investimentos Lehman Brothers precipita o colapso financeira global. A crise atinge os Estados Unidos e a União Européia.
4 de novembro. Barack Obama, do Partido Democrata, eleito presidente dos Estados Unidos.
■ 2009
2 de abril. Reunião de cúpula do G-20 em Londres discute a crise financeira global. O grupo assume, na prática, o lugar do G-7, circunscrito aos países desenvolvidos.
■ 2010
2 de maio. Diante da iminente falência grega, a União Européia e o FMI fecham acordo sobre um pacote de 110 bilhões de euros de ajuda ao país.
21 de novembro. Os países da Zona do Euro, tentando conter a crise da moeda comum européia, anunciam um pacote de resgate financeiro da Irlanda. A crise se desdobraria, chegando a Portugal e ameaçando a Espanha e a Itália.
■ 2011
14 de janeiro. Queda do ditador da Tunísia estimula manifestações pela democracia no Egito.
11 de fevereiro. Renúncia do ditador egípcio Hosni Mubarak assinala o ápice das revoluções árabes. Os jihadistas ficam à margem das revoltas populares.
1º de maio. Barack Obama anuncia que Osama Bin Laden foi morto no Paquistão por uma operação de comandos americanos.
Boletim Mundo n° 5 Ano 19
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