sexta-feira, 4 de maio de 2012

Ditadura X esquerda explosiva

Alessandro Meiguins

Sequestros de aviões, atentados à bomba, assaltos e execuções: nos anos de chumbo da ditadura no Brasil, entre 1968 e 1972, grupos de oposição foram às armas e partiram para a guerra contra os militares.
Sexta-feira, 13 de dezembro de 1968. O presidente do Brasil, marechal Costa e Silva, decreta o Ato Institucional número 5. O documento representou, na verdade, uma subversão completa da Constituição brasileira, dando poderes ainda mais extremos aos militares instalados no poder desde 1964. Já no ano seguinte, causará uma guinada na ditadura militar. Ampliando-a, tornando-a mais radical, violenta e convicta de seu “papel revolucionário”– a luta de afastar do cenário político os comunistas e grupos de esquerda. Tornou-se, na palavra do jornalista Elio Gaspari, “escancarada”. E muito mais cruel.
Um dos desdobramentos imediatos do AI-5 foi a inviabilização dos partidos e organizações de esquerda. “A oposição foi praticamente extinta. O Congresso, fechado. A imprensa, amordaçada. Centenas de pessoas tiveram seus direitos políticos cassados, foram presas e torturadas”, diz Dina Lida Kinoshita, da Comissão Executiva Nacional do Partido Popular Socialista (PPS), na época militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB). A partir daí, a esquerda brasileira que, em 1964, praticamente não reagiu ao golpe – em documento da comissão executiva do PCB, o maior e mais influente partido de esquerda do Brasil na época, seus dirigentes optaram pela “possibilidade de um caminho pacífico” – dessa vez se organizou para reagir.
A posição do PCB em 1964 era, na verdade, a posição dos partidos comunistas alinhados com a política de Moscou, que, desde 1957, não apoiava revoluções pelo mundo afora, preferindo manter-se firme e forte dentro de suas fronteiras. Mas em 1968 havia exemplos muito mais vivos. Havia a revolução cubana de Fidel e Che Guevara e a guerrilha de Mao Tsé-tung, na China. A opção pela luta armada (ou pelo “ideal revolucionário”, como se dizia na época) foi, segundo o historiador Jacob Gorender, autor de Combate nas Trevas, o principal divisor de águas da esquerda. E de siglas. As grandes e tradicionais organizações comunistas deram origem a diminutos e numerosos grupos, para os quais a luta armada se constituiu na única alternativa para contestar o regime militar. Surgiram, dentre outros, a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), o Agrupamento Comunista de São Paulo (AC/SP) de Carlos Marighella – futura Ação Libertadora Nacional (ALN), o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), a Ala Vermelha do Partido Comunista do Brasil (AV/PCdoB) e o Partido Operário Comunista (POC). Em Minas e na Guanabara, dissidentes da Política Operária (Polop) criaram a Organização Político-Militar (OPM), três meses depois oficialmente denominada de Comando de Libertação Nacional (Colina).
Para esses grupos, inspirados no foquismo – teoria revolucionária do filósofo francês Régis Debray, um entusiasta da guerrilha – e na revolução cubana, a idéia central era a criação de focos de “heróis comunistas” que, desencadeando a “violência revolucionária”, fariam com que as massas os seguissem e apoiassem a revolução. “Esses ideais atraíram toda uma geração politizada que estava colocada contra a parede. A única resposta possível ao regime ditatorial foi a luta, que foi legítima e generosa”, diz José Genoíno Neto, atual presidente do PT, que foi preso em 1972 ao participar do movimento guerrilheiro articulado pelo PC do B, no Araguaia.
Mas as massas não foram a lugar nenhum. Imerso na alegria do futebol, no milagre da economia brasileira e com medo dos atos terroristas noticiados na TV e na imprensa censuradas, o povo deixou a luta para os militantes de esquerda. “Eles eram descritos pela mídia como bandidos e terroristas, o que levou o cidadão comum a não entender o sentido do que faziam, a se afastar e até mesmo a auxiliar na sua localização”, diz Esther Kuperman, historiadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Isolada e perseguida, à esquerda armada restou apenas ações que visavam puramente manter-se viva, como assaltos – para conseguir dinheiro – e sequestros – para libertar companheiros presos. Operações que dessem visibilidade à luta, explicitassem  seus objetivos, ou mesmo ajudassem a desestabilizar o governo tornaram-se cada vez mais raras.
Havia um estado repressor – ele mesmo praticante de tortura e assassinatos – que impedia a participação política por outras vias. Nesse cenário, ações contra alvos militares ou representantes do estado com o objetivo de desalojar a ditadura para iniciar uma revolução poderiam até ser consideradas legítimas. No entanto, em algum momento, a guerra foi perdida e o único objetivo de alguns dos movimentos de esquerda foi o de retaliar. Explodir. Machucar. Hoje, esses atos violentos, que, muitas vezes, fizeram vítimas inocentes, seriam chamados de terrorismo.
É uma palavra difícil de ser utilizada, sem dúvida. “Foi com esse argumento que a ditadura criou um enorme preconceito na sociedade contra a esquerda – e é preciso lembrar que uma boa parte dela manteve sua luta apenas no âmbito pacífico, dentro das escassas brechas democráticas que a ditadura deixou”, diz Dina. “Mas não podemos como povo, como nação, ter vergonha de olhar para o passado e aprender com ele.”
A guerra suja teve, obviamente, dois lados – o da esquerda revolucionária, que nem sempre acertou seus alvos políticos, e o dos militares, que ainda não se livraram de seu passado de guerra suja e de repressão aos movimentos de esquerda. E os dois merecem – e precisam – ser revelados. “Só podemos olhar para o futuro quando revemos o passado sem medo”, diz Genoíno. Nas próximas páginas você vai conhecer alguns atentados que marcaram a história da luta armada no Brasil.

O português e o Paraíba
Em 1966, já estava tudo decidido para a sucessão do marechal Castello Branco. O escolhido era o general Costa e Silva, representante da linha dura do Exército. Em julho, o “Português” – como era conhecido – apesar de já ser o virtual presidente (a eleição indireta só servia para legitimar a escolha dos quartéis), visitava os estados do País como se estivesse em campanha. Numa dessas viagens, militantes possivelmente dissidentes da AP (o grupo nunca assumiu a autoria do atentado), planejaram matar o futuro presidente com uma bomba no aeroporto de Guararapes, no Recife.
Deixada perto de uma banca de revista, a valise com a bomba foi encontrada pelo guarda civil Sebastião Tomaz de Aquino, conhecido como “Paraíba”, que não desconfiou de nada e decidiu levá-la para os achados e perdidos. Quando ele atravessava o saguão do aeroporto lotado por gente que esperava Costa e Silva, a bomba explodiu. Morreram o almirante Nelson Gomez Fernandes, diretor da Companhia Hidrelétrica do São Francisco, e o jornalista Edson Regis de Carvalho, chefe do Gabinete Civil do governador Paulo Guerra. Outras 17 pessoas ficaram feridas, entre elas o Paraíba, que teve uma perna amputada.
Costa  e Silva não estava no local. Havia descido em João Pessoa e ido ao Recife de carro. Ele assumiu a presidência em março de 1967. Os responsáveis pela bomba nunca foram identificados, embora, em dezembro de 1968, foram presos Edinaldo Miranda e Ricardo Zaratini. Hoje, sabe-se que eles não foram os autores do atentado.

Alvo errado
Em 9 de outubro de 1967, Che Guevara, herói da revolução que levou Fidel Castro ao poder em Cuba, foi cercado, capturado e morto na Bolívia. Meses depois, circulava entre as organizações de esquerda no Brasil a informação que um dos responsáveis pela operação que capturou Che, o capitão do exército boliviano, Gary Prado, estava no Rio de Janeiro, fazendo um estágio na Escola de Comando e Estado-Maior. Em junho de 1968, o destino do militar boliviano foi selado: a Colina (grupo que contava com a adesão de ex- militares) decidiu matá-lo, inaugurando um novo capítulo nas ações da esquerda contra a ditadura: o “justiçamento”. Um pequeno comando de três militantes passou a vigiar Prado. No dia primeiro de julho, João Lucas Alves e Severino Viana Colon (ex- sargentos da Polícia Militar da Guanabara) identificaram o alvo em um carro cor de gelo e o seguiram pelas ruas do Rio. Quando o suposto alvo desceu de seu Chevrolet na rua Engenheiro Duarte, no bairro da Gávea, os dois ex- policiais desceram de seu carro e partiram na direção dele. O homem grisalho de meia idade não teve tempo de se virar ou correr, foi atingido por mais de 10 tiros à queima roupa e caiu de bruços na calçada. Sua pasta de couro marrom, com alguns papéis e documentos, foi levada pelos terroristas. “Ao abri-la, surpresa esmagadora: o oficial morto não era Gary Prado, mas Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen, major do exército da Alemanha Ocidental”, diz Gorender. Foi o primeiro justiçamento, de uma série de mais de 20 ações. João Lucas foi preso em janeiro de 1969 e acabou vítima da tortura nos quartéis. “Os carrascos lhe quebraram os braços, vazaram os olhos, arrancaram as unhas e o esfolaram a fogo”, afirma Gorender.

"Peito aberto"
Às 4h30 da madrugada de 26 de junho de 1968, os sentinelas do quartel do II Exército no bairro do Ibirapuera, em São Paulo, dispararam contra uma caminhoneta que seguia em direção ao portão da frente. Instantes antes, os soldados viram o motorista saltar do veículo em movimento e desaparecer na neblina. Desgovernado, o carro não se chocou com o portão, mas com a parede externa do prédio. Mais um ou dois segundos se passaram. Depois, a explosão de 50 quilos de dinamite arrasou tudo num raio de 300 metros. O soldado Mário Kozel Filho, um dos guardas, morreu na hora, despedaçado por estilhaços. Mais três pessoas, os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson Roberto Rufino ficaram feridos.
A dinamite usada fora roubada quatro dias antes da pedreira Cajamar. No mesmo dia, o roubo de 11 fuzis do Hospital Militar do Cambuci deixou o general Carvalho Lisboa, comandante do II Exército, furioso. Pelos jornais, ele desafiou os terroristas: “venham atacar meu quartel de peito aberto”. Os integrantes de uma dissidência da Polop (que depois passaria a se chamar Vanguarda Popular Revolucionária, VPR) aceitaram a provocação.

O grande golpe
O plano era ousado. Um ataque simultâneo ao palácio dos Bandeirantes, ao quartel do II Exército e à Academia de Polícia, em São Paulo. E mais: um grupo armado invadiria a torre de controle do Campo de Marte e deixaria no caos as comunicações aéreas da cidade. Toda operação dependia, no entanto, de armas. Na verdade, de um pequeno arsenal. Por isso, o plano começava pelo roubo de 560 fuzis, dois morteiros de 60 mm e munição, que seriam retirados do 4º Regimento de Infantaria do Exército, em Osasco. O autor da façanha seria Carlos Lamarca, capitão do exército que liderava uma célula da VPR no quartel, com um sargento, um cabo e um soldado. O plano era simples. Tudo que precisavam era camuflar um caminhão com a pintura do Exército e, num dia em que um dos membros da VPR estivesse de guarda (26 de janeiro de 1969 era a data marcada), o capitão carregaria o veículo com o arsenal do 4º RI e deixaria o quartel pela porta da frente.
Três dias antes da ação, porém, os responsáveis pela pintura foram surpreendidos por um garoto curioso, que queria saber o que um caminhão do Exército fazia nos fundos de uma chácara em Itapecerica da Serra. Os homens deram uma bronca e afugentaram o moleque. O pai do menino chamou a polícia e eles acabaram presos. Avisado, o capitão Lamarca, temendo que todo o plano vazasse, resolveu não esperar mais. No dia seguinte, desertou levando consigo uma perua Kombi com 63 fuzis e três submetralhadoras.

O resgate de Mario Japa
O som de uma freada, uma derrapagem e o choque. No carro, desacordado, o estudante Chizuo Ozawa. No banco de trás e no porta-malas, armas e documentos comprometedores, que sugeriam que aquele não era apenas mais um motorista imprudente nas ruas de São Paulo. Não era mesmo. Era Mário Japa, membro da coordenação da VPR, um dos responsáveis pelos planos para a instalação de um foco guerrilheiro no Vale do Ribeira, a 200 quilômetros da capital.
O preso ainda incógnito foi levado ao delegado Luís Paranhos Fleury, chefe do DOPS e especialista em perseguir (e torturar) presos políticos. Fleury sentia que o preso era “quente” e que deveria se apressar para tirar dele tudo o que pudesse. Do outro lado da cidade, num esconderijo da VPR, também iniciava-se uma corrida contra o tempo. O grupo do capitão Lamarca sabia que Mário Japa era para lá de “quente” e precisava tirá-lo das mãos da polícia, antes que ele falasse o que sabia.
Cinco dias depois, uma manobra desajeitada de um fusca azul cercou e deteve um Oldsmobile em frente à praça Buenos Aires, no bairro de Higienópolis. Dentro do carro, o cônsul japonês Nobuo Okuchi foi tomado como refém. Para libertá-lo, o governo concordou em libertar cinco presos. A lista, feita de improviso, era encabeçada pelo nome de Mário Japa.

Calouros no ar
Quinze minutos depois do avião da Cruzeiro do Sul levantar vôo do Rio de Janeiro com destino a São Paulo, no dia primeiro de julho de 1970, quatro jovens deixaram seus lugares e se dirigiram à cabina de comando. Lá foram breves: era um sequestro. Armados, eles obrigaram o piloto a voltar para o aeroporto do Galeão. Os sequestradores eram integrantes do Comando Reinaldo Silveira Pimenta, nome dado em homenagem a um militante da Dissidência Estudantil de Niterói, morto em 1969.
Em solo, o avião com cerca de 50 pessoas entre passageiros e tripulantes foi cercado por tropas militares. As exigências dos sequestradores eram a libertação de 40 presos políticos e a saída deles do país. As negociações começaram às 9h da manhã e se estenderam por horas. Enquanto os estudantes aguardavam notícias, esguichos de espuma impediam que eles vissem o que acontecia do lado de fora. Pouco depois das 16h, forças especiais da Aeronáutica arrombaram a porta da frente e invadiram o avião. Um dos estudantes, Eiraldo Palha Freire, foi baleado. Os outros – Fernando Palha Freire, Jesse Jane Vieira de Souza e Colombo Vieira de Souza Júnior – foram presos. Segundo Colombo, Eiraldo recebeu um tiro nas costas quando já estava dominado. “O oficial que atirou nele se gabou disso durante os sete meses que fiquei preso na aeronáutica.” Não se sabe qual a versão dos militares. Simplesmente porque ela não existe. A Divisão de Comunicação Social da Aeronáutica informou que a instituição não tem registros sobre a ocorrência. Nenhum refém ou policial se feriu. Apesar de ferido, Eiraldo foi submetido a interrogatórios e morreu uma semana depois.
“Nós percebemos que haveria uma tentativa de invasão, mas havíamos feito um acordo de não disparar nos reféns”, diz Jesse. Colombo e Jesse, que se casaram e tiveram uma filha na prisão, ficaram detidos até 1979.

"Olho por olho"
Na direção do seu Ford Galaxie, o industrial norueguês Henning Boilsen não percebeu a aproximação dos dois carros que o seguiam na manhã de 15 de abril de 1971. Nem mesmo viu quando da janela de um dos carros saiu o cano de um fuzil. Só sentiu o perigo quando ouviu o disparo, que passou de raspão por sua cabeça. Imediatamente largou o volante, saltou do carro e correu o mais rápido que pôde, mas uma rajada de metralhadora descarregada por José Milton, integrante da ALN, jogou-o ao chão. Não era sequestro ou assalto, era uma execução. Henning fora considerado culpado de traição por um “tribunal revolucionário”, composto por membros do MRT e da ALN. E pegou pena de morte. Para os militantes desses grupos, o industrial, presidente da Ultragás, era espião da CIA, financiador da Oban e notório colaborador do DOI/CODI. Caído na sarjeta da rua Barão de Capanema, em São Paulo, Henning recebeu mais três tiros de fuzil, arrastou-se por alguns metros e morreu. Outro carrasco se aproximou, Iuri Xavier Pereira, o Joaozão. “Tinha 1,90 m, 100 quilos e 23 anos. Deu-lhe mais um tiro, que lhe destroçou o lado esquerdo do rosto”, contou Elio Gaspari, em A Ditadura Escancarada. Também no chão ficaram uma senhora atingida no ombro e uma jovem vendedora de maçãs, ferida na perna. Ambas sobreviveram aos tiros.
Sobre o corpo do empresário, destruído com 19 tiros, panfletos traziam uma ameaça: “Como ele, existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é que todos eles sentirão o peso da Justiça Revolucionária. Olho por olho, dente por dente”. E assim foi. Em dois dias, a polícia encontrou dois participantes da ação que estavam no carro que perseguiu Henning. Joaquim Alencar de Seixas, o Roque, morreu espancado na prisão. Dimas Antonio Casimiro, o Rei, foi morto a tiros pelos policiais.

A esquerda mostra suas armas
As ações paramilitares em protesto contra a ditadura no Brasil.
Outubro de 1968
Militantes do grupo chamado apenas de Organização, que mais tarde se tornaria a VPR, executam a tiros o capitão do Exército americano Charles Rodney Chandler, em São Paulo, na frente de sua esposa e seus três filhos. Veterano da guerra do Vietnã, o militar foi acusado de ser agente da CIA.
Agosto de 1969
Bombas da ALN destroem as vitrines do Mappin e do edifício da Light, no centro de São Paulo, que expunham arranjos comemorativos ao 7 de setembro. Nesse ano, mais de 100 assaltos e explosões abalaram o país. Quinze guardas e policiais e quatro cidadãos comuns foram mortos nessas ações.
Setembro de 1969
O sequestro do embaixador americano Charles Burke Ellbrick, feito no Rio de Janeiro por um consórcio entre membros da ALN e o MR-8 deixam os militares e o país perplexos. Conseguem a libertação de 15 presos, além da veiculação de um manifesto pelas principais emissoras e jornais.
Janeiro de 1970
Uma aeronave Caravelle da Cruzeiro do Sul é sequestrada por seis militantes da VAR-Palmares armados de pistolas e metralhadoras, logo após decolar do aeroporto de Montevidéu, no Uruguai. Depois de ameaças e negociações para que o avião entrasse no Brasil , o avião foi desviado para Havana, Cuba.
Junho de 1970
Para botar em prática o plano de sequestrar o cônsul norte-americano no Recife, membros do PCBR precisam de um veículo. Durante a tentativa de roubar um fusca branco nas ruas da cidade, um tenente da aeronáutica, Matheus Levino dos Santos, reage e recebe dois tiros. O militar morreu nove meses depois.
Fevereiro de 1972
Oito integrantes de três organizações de esquerda (ALN, VAR-Palmares, PCBR) metralham e matam o marinheiro inglês David Cuthberg, da força tarefa da Real Marinha Inglesa, no Rio de Janeiro. Sobre o corpo são jogados panfletos condenando o massacre de irlandeses pelos ingleses.
Março de 1973
O consórcio entre ALN, PCBR e VAR-Palmares ataca novamente. Cinco terroristas perseguem, surpreendem e executam o delegado de polícia Octávio Gonçalves Moreira Júnior, acusado de tortura. Moreira Júnior era o chefe da seção de busca e apreensão do DOI/CODI de São Paulo.

Aventuras na História n° 019

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