É o chamado efeito estroboscópico, que se percebe somente à
noite, com lâmpadas de mercúrio, ou no cinema, como as rodas de uma diligência,
por exemplo. No cinema, para cada segundo de filme, são necessárias 24 fotografias
que, projetadas sucessivamente, dão a sensação de movimento. Assim, o menor
intervalo percebido pela câmera é de 1/24 de segundo. O que ocorre em
intervalos menores não é registrado. Por isso, tudo depende da frequência com a
qual os raios passam por um ponto de referência: se um desses raios levar
exatamente 1/24 de segundo para ficar na posição do próximo raio, as 24 fotos
necessárias, quando projetadas, mostrarão esse raio parado. Se os raios levarem
menos do que 1/24 de segundo para trocar de lugar, a roda parecerá girar para a
frente, lentamente, pois a cada foto os raios terão se adiantado um pouquinho;
se forem mais lentos, a roda parecerá rodar para trás, pois os raios, a cada
volta, se atrasarão mais. Esse fenômeno pode ocorrer à noite, sob iluminação
artificial, pois qualquer lâmpada – menos as incandescentes – pisca sessenta
vezes por segundo, cortando o movimento da mesma forma que o filme.
Revista Super Interessante n° 013
Nenhum comentário:
Postar um comentário