Criam-se defesas
contra o lixo espacial acumulado em volta da Terra.
As missões espaciais programadas para os próximos anos já
estão tendo de levar em conta um perigo homem – os pedaços de foguetes
inutilizados, restos de satélites, destroços de objetos de vários tamanhos,
enfim, o lixo que se acumula em volta da Terra. É o caso do telescópio Hubble,
a ser lançado no ano que vem. Ele foi reprogramado para aprender a distinguir
entre o brilho de astros e o reflexo do lixo espacial. Também o Observatório de
Raios Gama (o seguinte na lista de lançamentos depois do Hubble), projetado
para captar a radiação emitida por pulsares ou estrelas de nêutrons, foi
reformulado para evitar as emissões de reatores nucleares que moviam satélites
agora inutilizados.A estação orbital americana, com lançamento previsto para meados da década de 90, terá paredes mais grossas para evitar abalroamentos. Além disso, poderá mudar de direção, caso um sistema de radar nele instalado dê o sinal de alarme. Calcula-se que existam 6 194 objetos perdidos no espaço, cujos tamanhos variam de uma bola de tênis a uma geladeira – isso sem falar de uns 40 mil fragmentos quase imperceptíveis.
Revista Super Interessante n° 019
Nenhum comentário:
Postar um comentário