domingo, 10 de fevereiro de 2013

Arqueobactéria suporta calor infernal


Arqueobactérias,  microorganismos capazes de se adaptar a meios hostis, são os organismos que sobrevivem às temperaturas mais quentes.
Elas conseguem sobreviver em ambientes escaldantes como a água em ebulição, salgados como o Mar Morto, ácidos como os sucos gástricos. São as arqueobactérias, micro-organismos capazes de se adaptar a meios hostis e que constituem uma família genética à parte das demais bactérias, como se descobriu há treze anos. Ao estudar as arqueobactérias dos vulcões da Itália, que suportam até 110 graus – a maior temperatura em que um ser vivo sobrevive – pesquisadores alemães descobriram que, além de passarem bem em tal inferno, os microorganismos ainda se reproduzem com amis entusiasmo quando a temperatura ultrapassa 98 graus.
Suspeita-se que tamanha resistência tem a ver com a presença de proteínas em trono dos genes, que em tubos de ensaio fazem qualquer célula suportar 30 graus além do habitual. Também pode ser importante a forma como os genes se dispõem, formando cromossomos que se enroscam várias vezes em estruturas entrelaçadas. Segundo a bióloga Deborah Norwick, da Universidade de São Paulo, “quando o mistério for desvendado, a Engenharia Genética poderá ter uma nova receita para criar espécies mais fortes”.

Revista Super Interessante n° 032

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