domingo, 2 de dezembro de 2012

Como baratas, ratos e outras pragas urbanas atacam?


Yuri Vasconcelos
Vários insetos e roedores aproveitam pequenos esconderijos dentro das casas, como ralos, encanamentos e até tomadas elétricas, para atazanarem a vida do homem moderno. Além das baratas e dos ratos, cupins, formigas e traças são outros hóspedes indesejados bastante comuns. "O maior problema do convívio com esses animais é o risco que eles representam à saúde humana", diz o biólogo Osmar Malaspina, do Centro de Estudos de Insetos Sociais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro (SP). Os ratos são a principal ameaça, pois transmitem aproximadamente 200 doenças, da leptospirose à febre hemorrágica. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), um país gasta cerca de 10 dólares por ano pelos males causados por cada roedor que possui. Como se estima que no Brasil vivam 450 milhões de ratos, temos um prejuízo anual de quase 5 bilhões de dólares! Já as baratas, apesar da aparência repugnante, não são tão nocivas assim.
Apenas 40 das 4 mil espécies existentes no mundo estão em permanente contato com o homem - as demais são silvestres. As formigas, por sua vez, são uma grande ameaça nos hospitais. Ao transitarem por UTIs e centros cirúrgicos, contaminam materiais esterilizados. Em relação aos cupins, o grande problema é a destruição que eles fazem em portas, armários e móveis de madeira. "No mundo todo há cerca de 3 mil espécies de cupins descritas, mas apenas 10% são consideradas pragas", afirma a bióloga Ana Maria Costa Leonardo, também da Unesp de Rio Claro. Já as traças são capazes de destruir bibliotecas inteiras e causar sérios danos ao guarda-roupa. "Elas preferem atacar tecidos com secreções humanas, como suor e urina, ou sujos com leite, sucos de fruta e cerveja", afirma o biólogo Luiz Eduardo Leite Chaves, gerente de uma empresa especializada no combate a pragas urbanas.

Casa infestada
Ralos, rodapés e até eletrodomésticos podem servir como um bom esconderijo.

Abrigo úmido
As baratas não causam doenças por transmissão direta, mas podem veicular moléstias pela disseminação de vírus e bactérias que adquirem quando caminham em lixeiras e esgotos. Elas adoram lugares úmidos e escuros, como ralos e caixas de gordura. Podem se esconder também perto de depósitos de lixos e em terrenos baldios. Manter as caixas de gordura limpas e bem vedadas e não deixar restos de comida pela casa é a melhor forma de evitá-las.

Invasão na despensa
Além das traças (ordem Thysanura) que devoram livros e peças de roupas, existe uma espécie bastante comum que costuma se alojar na despensa da cozinha, alimentando-se de produtos como biscoitos, farinhas, chás e arroz. Para prevenir a invasão desses insetos, é preciso limpar periodicamente prateleiras, armários e guarda-roupas.

Formigas eletrizantes
Dentro das casas, as formigas surgem aparentemente do nada para atacar alimentos e restos de comida. Mas onde elas se escondem? Um dos locais preferidos é em volta da parte elétrica da residência, ou seja, dentro de tomadas, conduítes e até mesmo no interior de aparelhos como liquidificadores. Para combatê-las, vede frestas de piso, azulejos e outros lugares que possam servir de ninho, recolha restos de alimentos e guarde-os bem tampados.

Ameaça interna e externa
As grandes ratazanas (Rattus norvegicus) fazem tocas em volta da casa, em terrenos baldios e quintais onde achem restos de alimentos. Já o camundongo (Mus musculus) e o rato de telhado (Rattus rattus) podem ter ninhos internos, seja na parte de trás do fogão ou no forro da casa. O pior é que o encanamento de esgoto, que desemboca em ralos e até nos vasos sanitários, pode ser usado pelos ratos numa invasão. Para mantê-los longe de casa, mantenha ralos fechados e tape os vãos entre as telhas com argamassa.

Devoradores de madeira
Rodapés e batentes são abrigos ideais para os cupins-de-madeira-seca (Cryptotermes brevis), que também se escondem em móveis, nos telhados ou qualquer canto que tenha madeira e ambiente seco. Já os cupins subterrâneos (Coptotermes havilandi) constroem túneis nas paredes mesmo. Ambos vivem em colônias com milhares ou milhões de indivíduos. Para evitar um ataque devastador, faça inspeções periódicas nos rodapés e nos móveis.

 Revista Mundo Estranho Edição 18/ 2003

Quais são os maiores peixes de água doce?


Os dois maiores peixes de água doce do mundo vivem no Brasil. "A piraíba é o maior peixe de couro de água doce do mundo, enquanto o pirarucu é o maior entre as espécies com escama", afirma o zootecnista Eduardo Gomes Sanches, diretor do Museu de Pesca de Santos (SP). Ambos medem em torno de 2,30 metros e pesam cerca de 200 quilos. O pirarucu (Arapaima gigas) é o peixe mais emblemático da Amazônia, pois é consumido desde o descobrimento do Brasil. "Ainda hoje, é bastante vendido nos mercados. Suas escamas são emolduradas e muito bonitas, sendo aproveitadas no artesanato" diz o ictiólogo (especialista em peixes) Geraldo Mendes, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). A piraíba (Bracyplatystoma filamentosum) é um bagre, encontrado também nos grandes rios da bacia amazônica. Possui um corpo roliço, de cor cinza amarelada, e é um peixe noturno, ou seja, ataca suas presas à noite.
Por possuir um olho bem pequeno, ela usa seus barbilhões sensíveis, localizados próximos à boca, para "tatear" o caminho que segue. Outros dois grandes peixes de água doce são o dourado (Salminus maxillosus) e o jaú (Paulicea luetkeni), cujos tamanhos atingem 1,50 metro e 2 metros, respectivamente. Eles são encontrados na bacia dos rios Paraná-Paraguai, embora o jaú também viva no Amazonas.

Revista Mundo Estranho Edição 18/ 2003

Ovos com duas gemas geram dois pintinhos?


Em tese, ovos com duas gemas poderiam gerar dois pintinhos, mas o que se vê na prática é que nenhum dos dois sobrevive. Isso acontece porque a câmara de ar dentro do ovo - essencial para completar o ciclo pulmonar dos pintinhos - é pequena demais para os dois. "Como nessa câmara só há espaço para a cabeça de um deles, em 99% dos casos os dois acabam morrendo", afirma o zootecnista Edvaldo Garcia, da Unesp. A tal câmara de ar é um espaço entre a membrana que reveste internamente a casca do ovo e outra membrana que envolve o pintinho. Na fase final do seu desenvolvimento, o filhote usa o bico para furar a película que o protege e passa a respirar o oxigênio existente na câmara. A dupla gestação é resultado de uma irregularidade do ciclo hormonal das galinhas. O órgão reprodutor das aves tem formato parecido com um funil. A gema, onde está o óvulo, solta-se do ovário e cai no "funil", onde encontra a clara. Quando a irregularidade hormonal ocorre, duas gemas são liberadas pelo ovário.
Na parte final do órgão reprodutor, gema e clara são embaladas pela casca, formando então o ovo.

Revista  Mundo Estranho Edição 18/ 2003

Como é feita a teia de aranha?


Os fios são produzidos em uma glândula localizada no abdômen do animal. Dependendo da espécie da aranha, esses fios são usados para formar estruturas e desenhos diferentes, o que varia também em função da finalidade da construção. Os principais tipos de teias servem para captura, cópula ou refúgio (veja no texto abaixo), mas existem também as de muda, que são usadas por algumas espécies que trocam o esqueleto externo. Duas aranhas bastante conhecidas produzem teias bem características. A viúva-negra faz um desenho completamente irregular, que nada lembra a precisão geométrica de algumas construções. Já algumas caranguejeiras têm o costume de preparar uma teia bastante densa sobre o solo, onde podem ficar escondidas. "Geralmente são as fêmeas que constroem as teias. Os machos só fazem isso ocasionalmente", diz a bióloga Irene Knysak, do Instituto Butantan, em São Paulo. Os fios de seda são extremamente resistentes e elásticos.
Com espessura equivalente a um décimo de um fio de cabelo, eles podem ser esticados, sem quebrar, 40% acima do seu comprimento normal - o dobro da elasticidade do náilon. Especialistas calculam que um fio de teia grosso como um lápis seria capaz até mesmo de parar um Boeing 747 em pleno vôo!
Seda pura
Glândulas produzem os fios, que têm a espessura ajustada por pêlos especiais.
1. No abdômen das aranhas se localizam algumas glândulas chamadas sericígenas. Elas secretam um tipo de proteína em estado líquido.
2. Essa substância sai do corpo da aranha por uma espécie de minúsculos tubinhos, as fiandeiras. Localizadas na parte de trás do abdômen, elas controlam a quantidade de teia expelida.
3. Quando a proteína líquida entra em contato com o ar, torna-se um fino fio de seda, com o qual a teia será construída. Nas pontas das fiandeiras há vários pelinhos que parecem pequenas garras e servem para ajustar a espessura do fio produzido.
Arquitetura prática
Delicadas construções podem ter várias finalidades .
Teia de captura
É a que a gente mais vê e serve para prender pequenos insetos que depois serão devorados. Parte dela é coberta por uma substância viscosa, que gruda nas vítimas.
Teia de cópula
Como o nome diz, serve como ninho nupcial para as aranhas. Tem a forma de um copinho, no qual o macho deposita o esperma para depois colocá-lo na fêmea.
Teia de refúgio
É a própria casa da aranha. Ela é formada por um grande emaranhado de fios, geralmente adquirindo a forma de um pequeno tubo.

Revista Mundo Estranho Edição 18/ 2003

Como é feita uma infiltração em atletas?


O método mais comum é aplicar uma injeção com algum tipo de medicamento que alivie a dor diretamente na região inflamada ou atingida por uma pancada. Geralmente, as infiltrações costumam ser feitas em articulações ou tendões nas partes do corpo mais vulneráveis a impactos nos esportes, como joelhos, cotovelos, ombros, tornozelos e quadris. Os ingredientes principais dessas injeções são medicamentos anestésicos e anti-inflamatórios, como cortisona ou xilocaína, capazes de reduzir o sofrimento do atleta durante uma partida ou prova competitiva. "Até uns 15 anos atrás, era comum que jogadores de futebol contundidos no joelho recebessem infiltrações para aguentar os 90 minutos de um jogo. Atualmente, esse procedimento é condenado: ficou provado que os atletas não sentiam a dor, mas muitas vezes a lesão piorava ainda mais", diz o ortopedista Benno Ejnisman, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Outro agravante é que, em alguns casos, o uso excessivo da técnica pode até romper o tecido lesionado, além de gerar efeitos colaterais perigosos. Essa suspeita está por trás do suposto problema do atacante Ronaldo antes da final da Copa da França, em 1998. Uma das versões para sua famosa convulsão é que o Fenômeno teria sofrido uma "overdose" de xilocaína, pois desde o início do torneio ele teria sido submetido a nada menos do que oito infiltrações em seu joelho direito. "Por agirem rápido, as infiltrações são uma tentação para pessoas imediatistas, mas a longo prazo podem trazer consequências ruins", afirma outro ortopedista, Antonio Masseo de Castro, também da Unifesp. Antes de apelar para esse recurso extremo, os médicos costumam receitar uma sequência de treinos e muita fisioterapia para corrigir o impacto dos movimentos que causam lesões crônicas.

Agulhada polêmica Injeção de anestésico mascara a dor, mas pode agravar contusões.
Dor de cotovelo
Problemas no cotovelo são comuns entre os tenistas, que eventualmente também recorrem às injeções de analgésicos para aplacar o sofrimento. Em geral, a infiltração é aplicada entre as metades do tendão local.
Pulso fraco
Para quem pratica musculação, a região do punho costuma ser uma das mais afetadas por lesões devido aos movimentos repetitivos de levantamento de peso. Quando os exercícios de recuperação falham, a infiltração é feita dentro da articulação.
Joelho baleado
Jogadores de futebol são os que mais sofrem com pancadas e contusões na articulação do joelho. Quem apela para a infiltração recebe uma injeção de anestésico ou anti-inflamatório embaixo da patela, um osso na parte de cima do joelho. A aplicação costuma aliviar a dor forte durante uma partida.

Revista Mundo Estranho Edição 18/ 2003

Quais são os métodos anticoncepcionais mais seguros?


Luciana Pinsky
Em geral, os métodos que utilizam hormônios para impedir a ovulação - e, por conseqüência, a gravidez - são considerados os mais confiáveis. A pílula anticoncepcional, por exemplo, tem eficácia superior a 99% quando tomada corretamente. Fazem parte da mesma família o anel vaginal e o adesivo transdérmico, que libera hormônios ao ser aplicado na pele. Entretanto, esses métodos têm um ponto fraco: nenhum deles barra as chamadas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), especialmente a aids. Por enquanto, a única forma de se prevenir é usar as camisinhas masculina e feminina, que têm uma eficiência para evitar a gravidez em torno de 95%. Bem menos confiáveis são os chamados métodos "naturais". O primeiro deles, o coito interrompido, consiste em retirar o pênis da vagina antes da ejaculação - o problema é que o líquido que lubrifica o pênis já pode conter espermatozóides.
O segundo, a "tabelinha", depende que a mulher menstrue sempre em um período determinado, mas isso muitas vezes não acontece e põe por terra todo o planejamento. Há ainda um último grupo de anticoncepcionais bem mais radicais: as cirurgias. Elas podem interromper o caminho do óvulo ao útero (a ligadura das trompas, no caso da mulher) ou evitar que haja espermatozóides na ejaculação (a vasectomia, para o homem). "São opções definitivas, porque a operação de reversão é difícil e nem sempre bem-sucedida", diz o ginecologista Jorge Villanova Biazús, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre (RS).

Opções não faltam
De todos os métodos, as camisinhas são as únicas que protegem também contra a aids.

DIU
O que é: Plástico com cobre em forma de T, inserido no útero através da vacina. Ele dificulta a passagem do espermatozóide e impede que o óvulo fecundado se fixe na parede do útero.
Vantagens: Inibe a menstruação em 80% dos casos. Pode ser uma boa opção para mulheres que sentem enjôos com pílula.
Desvantagens: Não protege contra DSTs e pode sair do útero sen que a pessoa se dê conta. Para algumas mulheres, a colocação incomoda.

MÉTODOS "NATURAIS"
O que são: Os mais famosos são o coito interrompido, quando o homem retira o pênis da vagina antes da ejaculação, e a "tabelinha", que consiste em não fazer sexo durante o período fértil da mulher.
Vantagens: São métodos naturais, sem a presença de hormônios ou barreiras físicas.
Desvantagens: Não protegem contra DSTs e são muito pouco confiáveis. No caso do coito interrompido, pode haver espermatozóides antes da ejaculação no líquido que lubrifica o pênis. Para a tabelinha, margem de erro do período fértil é grande e as falhas são comuns.

ANEL VAGINAL
O que é: Um anel colocado no fundo da vagina que lidera hormônios para impedir a gravidez. A cada mês, o anel é removido por uma semana, permitindo menstruação normal.
Vantagens: Alta eficiência. Os efeitos colaterais e a ocorrência de sangramentos irregulares são pequenos.
Desvantagens: Não protege contra DSTs. Algumas mulheres podem apresentar irritação na vagina, com aumento de secreção.

DIAFRAGMA
O que é: Anel com película de borracha que barra a entrada dos espermatozóides do útero. É inserido na vagina antes da relação e retirada até 12 horas depois.
Vantagens: Não exige pausa na relação sexual para ser colocado. A mulher pode pôr o diafragma horas antes do encontro.
Desvantagens: Não protege contra DSTs. Tem baixa eficiência se não for usado com outro anticoncepcional, como um espermicida (que mata espermatozóides).

PÍLULA
O que é: Comprimido que interrompe a ovulação por meio da ação de dois hormônios. As mais comuns são a pílula de uso contínuo, tomada por três semanas a cada mês, e a pílula do dia seguinte, usada até 72 horas após a relação sexual.
Vantagens: Quando bem utilizada, possui eficiência superior a 99%, além de diminuir o sangramento durante a menstruação.
Desvantagens: Não protege contra DSTs. Algumas mulheres têm dores de cabeça e enjôos, especialmente com a pílula do dia seguinte, que contém uma dose mais forte de hormônios.

CAMISINHAS OU PRESERVATIVOS
O que são: Capas de lâtex que impedem o contato do espermatozóide com o óvulo.
Vantagens: Se bem utilizados, impedem a gravidez em 95% dos casos, também protegem contra DSTs , como a AIDS.
Desvantagens: Perdem a eficiência quando aplicadas de forma inadequada. Se a camisinha for colocada no pênis com ar na ponta, ela pode estourar e raspar.

ADESIVO TRANSDÉRMICO
O que é: Adesivo de 20 cm que libera hormônios para evitar a ovulação. É trocada a cada sete dias por três semanas. Na quarta semana, não se usa o adesivo.
Vantagens:  Colocação simples. Outra opção contra os efeitos colaterais da pílula.
Desvantagens: Não protege contra DSTs e não pode ser retirada nem na praia.

IMPLANTE SUBDÉRMICO
O que é: Bastonete inserido sob a pele dp braço, que lidera um hormônio anti-ovulação. Seu efeito dura até cinco anos.
Vantagens: Além da alta eficiência (o risco de gravidez é de apenas 0,05%), interrompe a menstruação, as cólicas e a tensão pré-menstrual (TPM).
Desvantagens: Não protege contra DSTs. Para retirar o implante, é preciso fazer uma pequena cirurgia.

Revista Mundo Estranho Edição 18/ 2003

Por que órgãos de porcos e não de macacos são testados para transplantes em seres humanos?


Parece esquisito, mas isso ocorre porque há bastante semelhança física entre suínos e seres humanos. "Anatomicamente, órgãos como o fígado, o coração e o rim do porco são muito parecidos com os nossos", diz o cirurgião hepático Sérgio Mies, da Universidade de São Paulo (USP) e do hospital Albert Einstein, em São Paulo. Outra vantagem é que os porcos chegam à fase adulta muito mais rápido que os macacos. Com apenas 1 ano, um porco já tem entre 60 e 80 quilos e pode ser doador, enquanto gorilas, que têm órgãos com um tamanho próximo ao do ser humano, só atingem a maturidade aos 7 anos - sem contar que boa parte dos primatas está em risco de extinção. Até hoje, ainda não aconteceu nenhum transplante de órgãos de animais para o homem. Mas desde 1996 a Food and Drug Administration (FDA), a agência que regula medicamentos nos Estados Unidos, autorizou as pesquisas sobre esse procedimento. "Até agora, o maior obstáculo é o medo de que o transplante de órgãos de uma espécie para outra possa propagar doenças mortais. Imagina-se que a aids tenha chegado ao homem por meio de macacos. Por isso, é importante investigar qualquer transmissão impensada antes de prosseguir com as pesquisas", diz o cirurgião geral Paulo Massarollo, também da USP.
Revista Mundo Estranho Edição 18/ 2003