segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Existem negros com síndrome de Down?


Apesar de os casos serem menos conhecidos, existem, sim. "A distribuição do Down é igual para todos", diz o geneticista Paulo Alberto Otto, da Universidade de São Paulo (USP). A síndrome pode não fazer distinção de cor antes do nascimento, mas há a possibilidade de que faça alguns anos depois. Um estudo realizado em 2001 pelo Centro de Controle de Doenças e Prevenção dos Estados Unidos concluiu que, em média, brancos com a síndrome vivem o dobro do tempo que os negros. Entretanto, o próprio órgão americano frisa que este dado estatístico se refere a um único estudo e, como os especialistas ainda não sabem explicar o porquê de tamanha disparidade, o assunto ainda merece mais pesquisas.
Certo, porém, é que o Down é mais comum do que se pensa: de cada 800 crianças, uma nasce com o problema. A causa da síndrome é um cromossomo extra  infiltrado no DNA, o material que carrega nossas informações genéticas. Normalmente, as pessoas têm seus genes distribuídos em 46 cromossomos, que vêm em 23 pares. Quem possui Down tem um cromossomo a mais no par número 21, totalizando 47. Essa desordem no DNA é o que causa os sintomas conhecidos, como rosto achatado, músculos flácidos, problemas cardíacos e um retardamento mental que pode ser leve ou agudo. As mães não têm como prevenir totalmente o Down, mas há um fator que influi, e muito, na possibilidade de ter um filho com a síndrome: a idade materna. Em mulheres com menos de 35 anos, a incidência é de uma criança com o problema para cada mil partos. Para mães com mais de 40 anos, a proporção chega a um caso para cada quatro dezenas de nascimentos.

Revista Mundo Estranho Edição 20/ 2003

Gêmeos idênticos têm a mesma impressão digital?


Curiosamente não. E isso deixa a gente com a pulga atrás da orelha, já que os gêmeos idênticos (ou univitelinos) são clones perfeitos, eles têm o mesmo DNA. Afinal, são formados quando um único óvulo, fecundado por um espermatozóide, se divide em dois embriões. A princípio, esses irmãos deveriam ser idênticos de cabo a rabo. Mesmo assim, a papiloscopia - ciência que estuda as linhas das mãos e dos pés - diz que as impressões digitais dos univitelinos podem até seguir a mesma fórmula, mas nunca serão iguais. "A digital muda de dedo para dedo, de mão para mão. Assim como não existem duas zebras com o mesmo desenho, não existem duas pessoas com a mesma impressão digital", afirma José Luiz Lopes, papiloscopista e presidente da Associação Brasiliense de Peritos Papiloscopistas (Asbrapp).
Como explicar o mistério então? A chave está no contato dos dedos dos fetos com o ambiente intra- uterino. Como estão em posições ligeiramente diferentes na barriga da mãe, eles travam contato com ambientes distintos. É por isso também que, na hipótese da existência de clones no futuro, estes também teriam impressões digitais diferentes das da pessoa clonada. A diversidade das digitais está nas papilas, aqueles minúsculos sulcos e relevos que formam desenhinhos na camada mais externa da pele, a epiderme. São, em média, 36 papilas por milímetro quadrado. Elas se dividem em inúmeras ramificações, bifurcações, desvios, interrupções e orifícios. Tal complexidade faz com que muitos peritos considerem o método de identificação pelas digitais até mais preciso do que o exame de DNA. Esse teste, afinal, não funcionaria para separar um gêmeo idêntico do outro.

Revista Mundo Estranho Edição 20/ 2003

Como funcionam os carros que rodam tanto a álcool como a gasolina?


Com um motor "mutante". A engenhoca é capaz de se adequar automaticamente a um ou outro combustível  segundos após o carro ser ligado. Mas como o motor sabe se você colocou álcool ou gasolina no tanque? É que essas substâncias soltam resíduos diferentes pelo escapamento: no escape do álcool, por exemplo, há muito mais oxigênio que no da gasolina. Os carros  bicombustível, então, têm um sensor que analisa a quantidade de oxigênio desses resíduos. Quanto mais O2 aparecer lá, mais álcool há no tanque, e com essa informação o motor se adapta automaticamente. Uma das principais diferenças entre os combustíveis é a forma como eles queimam no motor. O princípio é o mesmo: dentro do cilindro, entra ar e combustível. Uma faísca queima o produto e o ar que estiver misturado ali explode, movimentando o pistão. Para que isso aconteça com gasolina, tem que haver uma parte dela para 14 de ar. Já com o álcool, é uma parte para apenas nove.
O que faz o motor dois em um? Injeta mais combustível quando há mais álcool no tanque. Aí a mistura ar-combustível fica sempre correta. Mas nem todos os componentes são adaptáveis. "As peças que entram em contato com o combustível recebem tratamento para resistir ao poder de corrosão do álcool, bem maior que o da gasolina", diz o engenheiro eletricista Sidney de Oliveira, da Bosch, empresa que desenvolve motores bicombustível.
Ele bebe todas
Motor se ajusta ao que estiver no tanque.
1. Inteligência artificial
Um software é o responsável por regular continuamente o motor para que ele funcione com o combustível que estiver no tanque. Um chip comanda sensores que estão conectados a algumas peças do motor. Eles informam como as peças devem mudar de comportamento quando o combustível é alterado.
2. Injeção precisa
Para que as explosões ocorram normalmente dentro de um motor a álcool, é preciso haver mais combustível na câmara de combustão dos cilindros do que se o motor for a gasolina. Quem resolve isso é o injetor: ele coloca cada combustível, ou mistura, em sua medida correta no cilindro.
3. Faísca resistente
As velas do motor, que soltam a faísca para o combustível explodir, variam conforme a temperatura e a pressão sob as quais trabalham. E essas condições são diferentes para a queima do álcool e da gasolina. Então as velas são de um tipo mais resistente, capaz de operar sob  pressões e temperaturas diversas.
4. Trabalho sob pressão
A chamada taxa de compressão nos carros bicombustível é igual à dos motores a gasolina - menor que a dos carros a álcool. Assim, teoricamente o motor dois em um não queimaria o álcool na pressão adequada. Essa pressão, porém, varia enquanto o pistão do motor sobe e desce. O chip, então, faz o álcool explodir só quando a posição do pistão dá a pressão ideal para a queima.
5. De olho nos gases
A sonda lambda existe também nos carros convencionais, onde faz o meio de campo entre catalisador e motor, para reduzir a emissão de poluentes. Nos carros  bicombustível, ela analisa os gases que saem na hora em que o motor é ligado e informa ao chip especial se o que está queimando é álcool, gasolina ou uma mistura dos dois.

Revista Mundo Estranho Edição 20/ 2003

Como são produzidos os desenhos nos gramados dos estádios?


Depende do desenho. Aquelas faixas transversais, presentes em quase todos os grandes estádios, são feitas com máquinas que cortam e penteiam a grama em duas direções diferentes, criando o contraste entre uma faixa de verde mais claro e outra mais escuro. Já para formar figuras menores ou mais detalhadas, a tática empregada é outra. Normalmente, aplica-se no campo uma tinta feita à base de água, que não danifica a grama e permite um acabamento mais preciso na hora de desenhar imagens complexas, como uma bandeira. As linhas divisórias, por sua vez, usadas para delimitar as áreas e as laterais, por exemplo, são feitas com tinta branca ou cal. Seja qual for o método aplicado, o fato é que deixar o gramado bonito dá um trabalhão.
Além da área ser enorme - em média, 8 mil metros quadrados -, é preciso manter o campo com uma altura adequada para o deslocamento dos jogadores. "A grama deve ficar entre 23 e 25 milímetros ", diz o engenheiro Ricardo Afonso Raso, responsável pelo gramado do Mineirão, em Belo Horizonte. Os grandes estádios garantem essa precisão aparando a grama uma ou duas vezes por semana - exceto no inverno, quando as folhas crescem mais devagar. Vale dizer que os desenhos nos campos muitas vezes não têm finalidade só estética. "Faixas paralelas à linha de fundo servem como pontos de referência e ajudam o juiz e os auxiliares a marcar corretamente o impedimento", diz o comentarista esportivo e ex-árbitro José Roberto Wright.

Maquiagem de placa
Carrinho que "penteia" a grama, cortes e pintura ajudam a criar o visual diferente.
1. Os tipos mais comuns de desenho, incluindo as faixas transversais no campo, são feitos com um cortador de grama especial. Ele tem lâminas helicoidais, como as de um barbeador elétrico, para aparar a grama. Atrás delas há um cilindro rotatório que amassa as folhas no sentido do corte. Ao chegar na extremidade do gramado, o cortador volta no sentido oposto
2. Essa espécie de "penteado" faz com que as folhas amassadas para um lado reflitam a luz do sol (ou dos refletores) com mais intensidade do que a grama da faixa aparada no outro sentido. É isso que cria o efeito das faixas paralelas. O problema é que o pisoteio dos jogadores estraga o desenho, que precisa ser refeito antes dos jogos
Tática ultrapassada
Até os anos 70, o método mais comum para fazer as faixas paralelas era podá-las com dias de intervalo. Como em alguns pedaços do campo a grama ficava cerca de 1 centímetro mais alta, a luz era mais absorvida pelas folhas, fazendo com que aquele trecho ficasse mais escuro. O problema do método, hoje pouco usado, é que a irregularidade do gramado podia atrapalhar os jogadores.
Craque do pincel
Uma tinta especial para grama também pode ser usada para fazer desenhos. O corante é diluído em diferentes proporções - quanto mais concentrado, mais escuro ele fica - e aplicado no gramado com rolos ou pincéis. Após 30 minutos, a tinta seca. A pintura deve ser repetida sempre antes dos jogos, pois o corte e a irrigação apagam os desenhos.

Revista Mundo Estranho Edição 20/ 2003

Onde é perigoso e onde é seguro colocar um piercing?


O risco mora nas partes do corpo mais atacadas por bactérias. Elas adoram lugares escuros, quentes e úmidos. Regiões como o nariz e, mais ainda, a vagina são uma suíte presidencial para elas, pois as danadas se reproduzem freneticamente nesses lugares. Se o piercing e as ferramentas usadas para colocá-lo não estiverem esterilizados, é infecção na certa. Já em partes do corpo mais arejadas, como a orelha, o perigo é menor. Outro fator que precisa ser levado em conta é o tempo que cada região leva para cicatrizar. Enquanto as feridas causadas pela aplicação do adorno não fecharem totalmente, o organismo fica de portas abertas para as bactérias.
A glande do pênis, por exemplo, pode demorar até um ano para se livrar de vez das feridas - contra algumas semanas da língua. O cuidado com a higiene, claro, precisa ser redobrado até que a "porta" feche de vez. O ideal é usar sabonetes com bactericida, mais eficientes contra microorganismos. Outra forma de prevenção é escolher direito o material de que o piercing é feito. "O níquel, metal mais usado, tem grandes chances de provocar dermatite: aparecem bolinhas vermelhas e bolhas na pele do paciente, além de coceira. Já os piercings de ouro branco, por exemplo, têm menos possibilidade de causar isso", diz a dermatologista Ida Gomes Duarte, da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.
Não entre numa furada Orelha e sobrancelha são os lugares menos arriscados.

Orelha
No lóbulo (parte mais mole da orelha) os riscos são os mesmos de colocar um brinco. Na região mais dura, o cuidado deve ser maior: uma infecção pode causar necrose - morte do tecido. A cicatrização demora até seis meses.

Sobrancelha
O local é arejado e fácil de limpar, o que diminui os riscos de infecção. Mas a área é rica em veias e artérias, o que exige técnica mais apurada do aplicador na hora de colocar o piercing. O tempo de cicatrização é de dois a quatro meses.

Mamilo
Para os homens, o mamilo é uma das áreas mais seguras. Já com as mulheres é diferente: o piercing pode causar infecção nos dutos das glândulas mamárias - por onde sai o leite durante a amamentação. A cicatrização leva dois meses.

Nariz
A parte interna do nariz, úmida, é propícia ao desenvolvimento de bactérias. Além disso, ela fica exposta à sujeira suspensa no ar, o que aumenta os riscos de infecção. O tempo de cicatrização varia entre dois e quatro meses.

Língua
Área cheia de vasos sanguíneos, a língua pode ter sérias hemorragias na hora de colocar a peça. A saliva, porém, ajuda a proteger a área contra microorganismos nocivos. A cicatrização leva de duas a quatro semanas.

Vagina
Essa parte do corpo conserva muitas bactérias, por isso o cuidado ao implantar um piercing deve ser extremo. Uma peça mal colocada pode interferir na sensibilidade, diminuindo o prazer. No lábio interior, a cicatrização demora até seis semanas.

Revista Mundo Estranho Edição 20/2003

Borracha doce


 Produtos derivados do petróleo são os principais ingredientes da guloseima.
1. A fabricação do chiclete começa com a produção de sua matéria-prima: a goma base. Ela tem ingredientes como borracha sintética e parafina (ambas derivadas do petróleo), substâncias emulsificantes (óleos vegetais que dão liga à mistura) e antioxidantes (conservantes químicos que prolongam a duração do produto). A receita ainda leva carbonato de cálcio, uma espécie de cal tratada que serve para dar mais volume à mistura.
2. Todos os ingredientes da goma base ficam em grandes panelas aquecidas, com pás que giram para tornar o produto homogêneo. Quando a mistura está pronta, ela é despejada em pequenas placas, que são resfriadas em temperatura ambiente. Há fábricas que só fazem goma base e depois a revendem.
3. A goma base é comprada pelas fábricas de chiclete propriamente ditas, onde é derretida em grandes panelas e ganha outros ingredientes: açúcar ou adoçante, aromas (em geral misturas de vários óleos essenciais), corantes, ácidos cítricos (que dão aquele sabor azedinho a alguns chicletes) e glicerina (substância que ajuda a dar liga ao produto).
4. Quando essa mistura líquida está pronta, ela é novamente despejada em placas para esfriar e endurecer. Depois, as placas passam por uma máquina que as corta em tiras finas e compridas. Essas tiras são então fatiadas no tamanho de cada chiclete. Se ele for uma guloseima simples, como um Ping Pong, já está pronto para ser embalado.
5. Os chicletes especiais, porém, passam por outras etapas antes da embalagem. Um bom exemplo são aqueles que têm um líquido dentro, que escorre na boca após a primeira dentada. Para fabricá-los, uma máquina injeta o caldo aromatizado no interior da tira de goma, antes de ela ser fatiada no tamanho de cada chiclete.
6. Há também os produtos que têm uma casquinha em volta da goma, que se dissolve após alguns segundos de mastigação. Para formá-la, os pedaços do chiclete já fatiados são banhados em um xarope feito de açúcar ou adoçante. À medida que essa "calda" é aquecida, ela evapora e deixa partículas sólidas na superfície do chiclete.
7. A última etapa é a embalagem, que pode ser feita com papel, plástico ou caixinhas, dependendo do produto. A partir daqui, o chiclete, que começou como uma insossa borracha feita de petróleo, está pronto para ser distribuído e vendido.

Você sabia?
A diferença entre a goma de mascar e o chicle de bola já aparece logo no primeiro passo da fabricação da goluseima. A matéria-prima (goma base) do chicle de bola tem, além dos ingredientes descritos no item 1, um plástico, em geral o acetato de polivinila. Esse derivado do petróleo ajuda a formar um filme em volta do produto, dando a elasticidade necessária para o consumidor sair soprando bolas por aí.

Revista Mundo Estranho Edição 20/ 2003

Por que a mistura de Coca Light e Mentos provoca uma explosão?


Marina Motomura
As balas de Mentos provocam uma pequena revolução na garrafa: em contato com o refri, as balas aumentam a quantidade de gás e provocam o surgimento de bolhas grandes, que tendem a escapar na forma de um jato explosivo. Vale dizer que, como se trata de um fenômeno recente, as explicações científicas variam e não há consenso entre os estudiosos sobre as causas do jato. Para explicar a explosão, ouvimos um químico e um físico, que concordam em um ponto: o equilíbrio entre o gás e o líquido nos refrigerantes é facilmente quebrável. "Se você pegar um pedaço de gelo e jogar na Coca, também vão se formar bolhas em torno dele. Qualquer coisa que quebre a homogeneidade do sistema gás-líquido provoca uma saída de gás", diz o químico João Usberco. Mas por que só com o Mentos a coisa bomba pra valer? Mais densa que o refri, a bala vai direto para o fundo da garrafa quando jogada lá dentro. Além disso, o Mentos tem ácido cítrico - o mesmo do limão -, que tende a aumentar a formação de gás carbônico. Outro fator é a superfície irregular da bala - vista pelo microscópio, ela apresenta buracos minúsculos. E, quanto mais irregular uma superfície, maior a tendência de provocar bolhas. E a Coca Light, apesar de ter se consagrado na internet como o refri ideal para essa bomba nojenta, não é a única bebida que provoca o jato. Nossa experiência com guaraná e soda também deu certo, mas a Fanta deixou a desejar... Na teoria, isso pode acontecer com qualquer refrigerante, especialmente nos diet e light. Por ser mais denso por causa do açúcar, o refrigerante normal retém a expansão do gás carbônico. No refri diet, que não leva açúcar na fórmula, as bolhas têm mais liberdade para se movimentar.
Geiser-cola Ingrediente e forma da bala aumentam e agitam o gás carbônico.
INGREDIENTES
1 Coca-Cola Light 2 litros - 3 reais
1 Pacote de bala Mentos- 1 real
1 Tubo de cola branca - 2 reais
1. Para conseguir uma explosão considerável, você vai precisar de mais de uma bala. Nossa sugestão é grudar, com cola branca, sete confeitos de Mentos em sequência. Espere cerca de uma hora até a cola secar.
2. Só abra a garrafa na hora da experiência - senão o gás do refri  escapa e a explosão perde a força. Com a tampa aberta, jogue as sete balas juntas e saia de perto! Por que sete balas? Por que dá uma explosão bacana e não suja tanto. Quanto mais balas, maior a sujeira...
3. O gás que forma as bolhinhas do refrigerante é o gás carbônico, colocado dentro da garrafa a uma pressão de 5 atmosferas, cinco vezes a pressão normal da atmosfera. Por causa disso, qualquer alteração no refri  pode fazer com que o gás fique mais agitado e tenda a escapar.
4. Quando a nossa "rajada de Mentos" é jogada no refrigerante, duas coisas acontecem simultaneamente. A primeira é que o ácido cítrico da bala é dissolvido pela água. Isso desencadeia uma série de reações que culminam com a geração de mais bolhas de gás carbônico.
5. A segunda coisa que acontece é que, como o Mentos é sólido e pesado, as balas vão direto para o fundo da garrafa. Nesse movimento, os microporos da superfície da bala tendem a agir como pontos de atração de bolhas, formando bolhas cada vez maiores junto da bala.
6. Essas bolhas grandes de gás carbônico se formam no fundo da garrafa - mas, como são leves, tendem a subir. Conforme sobem violentamente, elas arrastam parte do líquido para cima e vão formando um número maior de pequenas bolhas, ganhando volume.
7. Para sair da garrafa, esse turbilhão de bolhas e líquido enfrenta um último desafio: o gargalo da garrafa. Submetida a esse "estreitamento de pista", a mistura sai a uma pressão elevada, gerando um jato de refri que, na nossa experiência, alcançou quase 2 metros de altura!
ALERTA!
Este teste faz muita sujeira! É importante também se afastar da garrafa após jogar as balas!

Revista Mundo Estranho Edição 20/ 2003