Diuréticos, que eliminam água do organismo, também são vetados. É que eles servem tanto para tirar vestígios de doping como para diminuir o peso de lutadores que tentam competir em categorias de peso abaixo das suas. Além do uso de drogas, enfim, há mais três proibições: injetar sangue, que dá mais fôlego por aumentar o número de glóbulos vermelhos, manipular saquinhos de urina - por motivos óbvios - e o doping genético - estimular órgãos e tecidos com proteínas ou vírus modificados. Isso, na verdade, ainda não foi bem desenvolvido, mas, virtualmente impossível de ser detectado, tem tudo para vingar.
Xixi indiscreto Testemunhas conferem se a urina é legítima
1. Nos esportes individuais, como o atletismo, os quatro primeiros colocados de cada modalidade são convocados para o exame. Nos coletivos são escolhidos aleatoriamente alguns integrantes das equipes vencedoras. O número de testes sempre aumenta nas provas finais.
2. A equipe que coleta a urina pode incluir membros do COI, representantes da federação do atleta e médicos. O sujeito preenche um formulário com o nome das substâncias que teria consumido. E escolhe um frasco vazio para urinar.
3. Pelo menos um dos representantes do COI deve olhar o atleta fazendo xixi. Não vale pedir licença ou se esconder enquanto enche o frasco - no mínimo 65 ml. Se o examinado ficar constrangido, pode levar um acompanhante.
4. O frasco é enviado para um laboratório. E o resultado vai para o presidente do Comitê Antidoping do COI. Só ele tem a lista que relaciona o laudo ao atleta. Se der positivo, pede-se uma contraprova. Se o resultado for o mesmo, o atleta é desclassificado.
Revista Mundo Estranho Edição 1/ 2001
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