Medalhas de platina Eles conquistaram algo maior que o ouro
Canhoto na marra
Muitos achavam que a carreira do atirador húngaro Károly Takács tivesse chegado ao fim em 1938, quando uma granada explodiu em sua mão direita durante exercícios militares. Ele não. Destro, treinou usando a mão esquerda. E foi ouro na pistola em Londres-48 e Helsinque-52.
Craque oculto
Desavisados que assistiam ao time de pólo aquático da Hungria, ouro em Los Angeles-32 e Berlim-36, reparavam em Olivér Halassy apenas pelos gols que ele fazia. Só quando a partida acabava viam que ele era ainda melhor do que parecia: sua perna direita era amputada abaixo do joelho.
Inferno e céu
Durante uma partida de rúgbi, em 1950, o neozelandês Murray Halberg perdeu os movimentos do braço esquerdo. Impedido de jogar seu esporte preferido, passou a correr. Em Roma-60, ganhou o ouro nos 5 mil metros. E passou a se dedicar a crianças deficientes. Em 87, foi condecorado sir.
Fratura redentora
Jogador de futebol americano, Harold Connolly treinava arremesso de martelo para fortalecer o braço. Após várias fraturas nos campos ficou com o braço esquerdo 10 centímetros menor. Desistiu do futebol. Mas não do martelo. E acabou com o ouro em Melbourne-56.
Revista Mundo Estranho Edição 1/ 2001
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