quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Quais modalidades não contam com os melhores atletas?

Em alguns esportes, a Olimpíada não passa de um torneio esvaziado. No caso do futebol, a liberação de apenas três atletas com mais de 23 anos é uma imposição da Fifa, que não quer ver os Jogos virarem uma Copa do Mundo. Resultado: além do Brasil, França e Inglaterra também não se classificaram. Outra modalidade restrita é o boxe, exclusivo para os amadores. Em 92 houve um movimento para liberar profissionais. Mas os americanos resistiram. Suspeita-se que, sabendo da falta de interesse dos seus lutadores em dar a cara para bater sem ganhar nada, o Comitê Olímpico dos EUA fez lobby para impedir a liberação. A entidade teria evitado que países tradicionais no boxe, como o México, roubassem parte de seu terreno olímpico.
Já no beisebol, o problema não é a restrição a profissionais, mas a liga americana, que detém os melhores jogadores do planeta. Ela não libera seus atletas por um motivo simples: a Olimpíada acontece junto com a temporada americana do esporte. Com um time de amadores, os EUA não se classificaram para Atenas.
No basquete, agora, o problema é outro: astros como Shaquille O’Neal e Kobe Bryant simplesmente não estão a fim de jogar na Grécia. Uns alegam cansaço; outros, medo de atentados. Seja como for, parece improvável a reunião de um novo Dream Team no futuro próximo.
Outro esporte que sofre com a falta de vontade é o tênis. O americano Pete Sampras, considerado o maior jogador da era profissional, só esteve em Barcelona-92. E seu compatriota Andre Agassi, o mais vitorioso entre os tenistas em atividade, segue seus passos: ouro em Atlanta-96, não quis ir a Atenas.

Revista Mundo Estranho Edição 1/ 2001

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