sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Caminho das letras: trajetória da literatura

Leandro Narloch

Como a literatura mudou do Renascimento até hoje

Os grandes nomes da literatura dos últimos 500 anos nem sempre souberam, mas estavam dentro de correntes literárias influenciadas pelo que acontecia pelo mundo. E suas obras muitas vezes foram marcos pelos quais até hoje a história do Ocidente é contada.
Século 16- Classicismo
Inspirada na arte greco-latina, a literatura do Renascimento exalta o humanismo e a razão. Predominam poemas épicos, como Os Lusíadas, escrito pelo português Camões em 1572, e peças de teatro como Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.
Século 17- Barroco
Entre a razão renascentista e a religiosidade da Contra-Reforma, os autores se lançam a exageros, conflitos e desequilíbrios. Os grandes exemplos são o Padre Vieira (Os Sermões), o inglês William Shakespeare (Macbeth) e o espanhol Miguel de Cervantes, que entre 1605 e 1615 escreveu O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha.
Século 18- Neoclassicismo
Depois que o Iluminismo dá um fim ao sentimentalismo barroco, a arte clássica volta a influenciar as letras. É o grande momento de dois dramaturgos, filósofos e poetas alemães: Friedrich Schiller e Wolfgang Goethe, o autor de Fausto, de 1808.
Romantismo
Cantos e Inocência (1789), do poeta inglês William Blake, abre o período de sofrimento amoroso e heroísmo. Destacam-se o francês Alexandre Dumas, de Os Três Mosqueteiros, o inglês Lord Byron e, no Brasil, Gonçalves Dias e José de Alencar, autor de O Guarani.
Século 19- Simbolismo
Com As Flores do Mal, o francês Baudelaire inicia a escola literária que mistura o romantismo com tons místicos e fantásticos, presentes também em poetas como Verlaine e Rimbaud. Os poetas simbolistas eram chamados de “nefelibatas” (que vivem nas nuvens).
Parnasianismo
Contra o envolvimento político do século 19, poetas franceses como Catulle Mendes e Alphonse Lemerre publicam a revista Parnase Contemporain (1866), pregando a poesia pela poesia e a busca por rimas e formas perfeitas. No Brasil, o grande nome parnasiano é Olavo Bilac, conhecido por suas poesias eróticas e pela letra do Hino à Bandeira.
Realismo
Ao contrário da maioria dos poetas, os autores de prosa do século 19 escrevem romances sociais e psicológicos, como Crime e Castigo, do russo Fedor Dostoiévski, e As Ilusões Perdidas, de Honoré de Balzac. Em 1882, Machado de Assis publica Memórias Póstumas de Brás Cubas, um dos principais clássicos brasileiros.
Naturalismo
Outra corrente da prosa do século 19 tenta descrever a realidade objetivamente e mostrar a influência do ambiente no homem. O grande autor do período é o francês Émile Zola, autor de Germinal (1885). No Brasil, Aluízio de Azevedo escreve O Cortiço.
Século 20- Pré- modernismo
Autores brasileiros como Lima Barreto, de Triste Fim de Policarpo Quaresma, e Graça Aranha, de Canaã, usam a literatura para traçar uma nova interpretação do Brasil e discutir seu futuro. Outra grande obra criada nessa época é Os Sertões, em que o jornalista e escritor Euclides da Cunha descreve o homem sertanejo e a Guerra de Canudos.
Modernismo
Negando a restrita arte parnasiana, uma poesia livre das formas convencionais nasce sob influência do francês Stéphane Mallarmé (1842-1898). Na prosa, os temas tratam da cultura popular e nacional, como Macunaíma (1928), de Mário de Andrade.

Revista Aventuras da História Volume 007

Nenhum comentário:

Postar um comentário