Com uma câmera fotográfica de alta velocidade, a tudo isso é não apenas possível, mas até fácil de ver e fazer – desde que se entreguem as técnicas convenientes e que não exige o emprego de aparato sofisticados ou a formulação de teorias engenhosas. Três estudantes alemães – Jurgen Prahl, Stephan Barendsen e Norbert basher – encontraram soluções caseiras e de fácil execução para produzir fotos instantâneas desse tipo.
Eles Tim não apenas uma câmera fotográfica como, o flash eletrônico e uma espingarda de ar comprimido. Sabiam que ninguém consegue acionar a câmera no exato momento em que a espingarda é disparada; trataram, então, de fazer com que o disparo da espingarda funcionasse como disparador da câmera. Compraram uma pequena resistência, um transistor, uma bateria, alguns metros de fio de cobre e alguns filamentos de prata.
A idéias era fazer com que o chumbinho, ao ser disparado, interrompesse um circuito elétrico, para provocar um impulso capaz de acionar a câmera. Eles sabiam que o impulso não poderia ser dirigido diretamente a câmera, porque a velocidade do chumbinho (cerca de 500 quilômetros por hora) faria com que atingisse o algo muito antes que o obturador abrisse a objetiva.
A solução foi deixar a câmera com a objetiva aberta e dirigir o impulso ao disparador do flash, que reage muito mais prontamente. Foram necessárias algumas experiências até se conseguir colocar a espingarda na distância correta para que o fumo chegasse ao alvo no mesmo momento em que o flash espocava, produzindo uma imagem na película a exposta pela objetiva aberta da câmera. A distância ideal ficou entre sessenta e setenta centímetros.
O engenhoso aparato construído pelos três estudantes tinha dois circuitos. Pelo circuito menor, a corrente elétrica circula do pólo negativo na bateria, através da resistência e do filamento, até chegar ao pólo positivo. Pelo circuito maior, acontece o seguinte: quando o filamento se rompeu, atingido pelos Juninho, os elétrons não conseguem seguir o caminho interrompido. São obrigados, então, a entrar pelo terceiro contato do transistor. Esses se abrem a MP permite que a corrente circule até o flash, onde entra em contato com um fio que vem do pólo positivo da bateria. O curto-circuito produzo impulso que dispara o flash.
Finalmente, um pequeno truque para a foto do balão. Asceta não podia ser disparada horizontalmente, pois jamais aceitaria o filamento. Assim, foi colocada verticalmente sobre o balão e a câmera fotográfica ficou na transversal.
Revista Super Interessante n° 006
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