sexta-feira, 23 de março de 2012

A legião romana

Fabiano Onça

Dois milênios depois, um velho ditado sobrevive: legio omnia vincit (a legião vence tudo). Símbolo do exército do Império Romano, a legião venceu gregos, cartagineses, gauleses, bretões, sírios, egípcios e hispânicos, conquistando um território que se espalhava pela Europa, África e Oriente Médio, com mais de 10 mil quilômetros de fronteiras.
Durante o século 1 a.C., quando o exército romano chegou a 400 mil soldados, a legião atingiu sua forma mais complexa. Tinha até 6 mil homens, divididos em coortes, manípulos e centúrias (divisão com 80 soldados). Além da hierarquia, seu segredo vinha da variedade de armas. A legião romana contava com tropas extremamente disciplinadas, capazes de manobras complexas e com diferentes frentes de combate. Esse modelo de disciplina e estratégia era tão eficiente que existe até hoje: foi a fonte de inspiração dos exércitos modernos.

Disciplina e estratégia
Eis a raiz dos exércitos modernos

O comandante
As legiões eram comandadas por um senador romano chamado de legatus. Ele era assessorado por seis tribunos, que cuidavam de assuntos logísticos. Muitos jovens utilizavam essa posição para subir politicamente, como Júlio César, herói de batalhas na Ásia Menor.

Por todos os lados
Povos conquistados serviam nas tropas auxiliares, suprindo pontos deficientes das armas romanas, como a sua normalmente medíocre cavalaria. Cavaleiros númidas, arqueiros sírios e guerreiros gauleses eram recrutados. Recebiam como recompensa a cobiçada cidadania romana.

Infantaria avassaladora
A grande força da legião romana era sua infantaria. Ela ficava disposta em quincunx, uma formação axadrezada, onde as tropas se intercalavam. Na frente, formando a primeira linha de combate, ficavam os manípulos de hastati, que eram os guerreiros mais jovens.

Trabalho de equipe
Os principes, homens mais velhos e mais experientes, formavam a segunda linha de combate: assumiam a batalha quando os hastati fraquejavam. Se a batalha fosse ainda mais dura, eles também recuavam, recorrendo aos triiari, soldados veteranos.

Símbolos da vitória
Os estandartes eram vitais no campo de batalha, pois indicavam onde estava cada coorte, centúria ou manípulo. Empunhá-los era uma honra: perdê-lo para o inimigo era motivo de vergonha e desonra.

Armas eternas
As armas básicas de um legionário eram a lança, chamada de pilum, uma espada curta e um pequeno punhal. Para proteção, a famosa armadura segmentada e o enorme escudo, que também servia para o ataque.

Revista Aventuras na História n° 012

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