Entre os avanços que eles traziam estavam as catapultas de lançamento, que impulsionavam os aviões, tornando mais rápidas e seguras as decolagens. Mas foi só na Segunda Guerra Mundial que essas máquinas de combate teriam pela primeira vez um papel decisivo. O famoso ataque japonês à base naval americana de Pearl Harbor, em 1941, foi feito a partir de porta-aviões. Isso não quer dizer que os Estados Unidos também não tenham se beneficiado desse tipo de navio durante o conflito. "Sem os porta-aviões de escolta, os submarinos alemães teriam conseguido restringir severamente as tropas e os suprimentos enviados para os aliados na Europa e o resultado da guerra poderia ter sido diferente", afirma o almirante Reginaldo Garcia dos Reis, da Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro. Após seu sucesso na Segunda Guerra, os porta-aviões foram ficando cada vez maiores e adquirindo novas tecnologias, até que, em 1960, surgiu o primeiro modelo movido a energia nuclear, o americano USS Enterprise.
A partir dos anos 80, então, eles viraram verdadeiras ilhas de guerra, passando dos 300 metros de comprimento e erguendo-se 20 andares acima do nível do mar, transportando mais de 80 aeronaves. O Brasil tem um único porta-aviões, de segunda mão: o São Paulo, comprado da França, em 2001, por 24 milhões de dólares e construído há 40 anos. Não parece grande coisa, mas ele serviu para aposentar o famoso Minas Gerais, 20 anos mais velho.
Revista Mundo Estranho Edição 10/ 2002
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