Como todos aprendemos na escola, a água comum é composta de
dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio - daí a fórmula H2O. Já a água
oxigenada, como está dito em seu nome, tem um átomo de oxigênio a mais.
Forma-se, assim, o peróxido de hidrogênio (seu nome científico), ou H2O2.
"É uma substância bem perigosa, que pode causar sérias lesões na pele se
utilizada pura. Por isso, só é usada nesse estado por profissionais em
laboratórios químicos", diz o farmacêutico José Carlos Nassute, da
Universidade Estadual Paulista (Unesp). A água oxigenada vendida como
anti-séptico em farmácias vem diluída em água comum, com sua concentração
classificada em volumes - o mais fraco é o volume 10, para aplicação caseira,
enquanto o 20 é mais utilizado em hospitais. Um detalhe a ser observado é que,
devido a seu átomo de oxigênio adicional, a substância torna-se muito instável
- quer dizer que, se for exposta ao ar, esse átomo é facilmente liberado.
Isso não apenas exige
que os frascos sejam mantidos bem fechados, como faz a água oxigenada reagir
quimicamente com o sangue e o plasma expostos em uma ferida, liberando o átomo
de oxigênio que estava "sobrando". É essa liberação que faz o líquido
borbulhar - restando, então, apenas água comum. "Ela é usada para assepsia
(limpeza) de ferimentos porque, nesse processo, acaba matando 60% das bactérias
que poderiam provocar uma inflamação no local" afirma José.
Revista Mundo Estranho Edição 10/ 2002
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