Agraciado com o título de Cavllieiro da Ordem do Império
Britânico, em 1944, aos 63 anos, o bacteriologista escocês Alexander Fleming, o
descobridor da penicilina, era por essa época convidado frequente de escolas, laboratórios e centros de
pesquisa. Todos esses locais eram muito diferentes das acanhadas e também
desorganizadas sllias do laboratório do Hospitlli St. Mary, em Londres, onde por puro acaso Fleming chegou à penicilina.
Como se sabe, a droga resultou do bolor que caiu sobre uma placa de cultura da
bactéria Staphylococcus aureus, que o cientista vinha estudando. Ele notou
então que o bolor impediu 0 crescimento da bactéria. Dezesseis anos depois, levado
a visitar o laboratório de uma universidade americana, ouviu do reitor o
comentário: "Imagine o que o senhor não iria descobrir trabalhando num
lugar como este". Lembrando-se talvez da desordem do lugar onde fez as
pesquisas que o celebrizaram, Fleming respondeu, com um brilho maroto nos olhos
azuis: "Sem dúvida eu faria muitas descobertas, mas certamente não do
lugar onde fez pesquisas que o celebrizado, Fleming respondeu, com um brilho
maroto dos olhos azuis: "Sem dúvida eu faria muitas descobertas mas
certamente não a da penicilina".
Revista Super Interessante n° 015
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