Cientistas americanos
encontraram no vírus da Síndrome de Epstein-Barr, a cópia de um gene humano
encarregado de produzir interleucina-10, substância que controla a fabricação
de interferona - verdadeira arma química contra o vírus.
Acabam de ser descobertas duas manifestações de mais uma
artimanha dos vírus: piratear genes para desativar o sistema de defesa do
organismo que exploram. Cientistas americanos do Instituto de Pesquisas DNAX,
na Califórnia, encontraram no vírus da Síndrome de Epstein-Barr um parente do vírus do herpes, responsável por sintomas semelhantes
aos da gripe, entre outros a copia de um gene humano encarregado de produzir
interleucina-10. A substância, liberada pelas células T, controla a fabricação
de interferona verdadeira arma química contra os
vírus. Mas, com a cópia do gene, o próprio vírus de Epstein-Barr produz doses
maciças de uma imitação da interleucina-10, o que o sistema imunológico
interpreta como um aviso para interromper a produção da interferona.
Desse modo, o caminho fica livre para o pirata invasor.O vírus da catapora age de modo similar, notaram cientistas do Centro de Pesquisas Médicas da Universidade de Cambridge, Inglaterra: ele copia o gene de uma proteína que desencadeia a síntese de enzimas fatais ao parasita. Ao fabricar a mesma proteína, o vírus impede que ela faça o serviço. Pode ser a ponta de um iceberg, comenta o pesquisador Allan Waitz, do DNAX. Se o mecanismo ocorrer em outros vírus, isso poderá abrir caminho a novos tratamentos.
Revista Super Interessante n° 037
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