Novo telescópio
construído pelo Observatório Astrofísico Smithsonian, nos EUA, consegue imagens
de raios X com detalhes de apenas 500 quilômetros na superfície do Sol.
Detalhes de apenas 500 quilômetros na superfície do Sol –
correspondente a 0,04% de seu diâmetro tornaram-se visíveis pela primeira vez
graças a um telescópio construído pelo Observatório Astrofísico Smithsonian,
nos Estados Unidos. O aparelho não capta imagens de luz, mas sim raios X.
Obtidas a 240 quilômetros de altitude, a bordo de um foguete lançado no Novo
México, revelaram depressões onde a temperatura solar é particularmente alta –
mais de 1 milhão de graus Celsius. Na média, a superfície mantém-se em 5000
graus.A diferença se deve às tempestades magnéticas que espremem a matéria solar – gases eletrificados cuja temperatura se eleva a medida que se contorcem em gigantescos vórtices. O excesso de calor faz com que a maio parte de sua energia seja emitida em forma de raios X. A análise minuciosa desses fenômenos é importante porque eles determinam a atividade do Sol, e esta, por sua vez, tem influência direta sobre a atmosfera terrestre. Ondas de rádio e televisão sofrem com o excesso de energia freqüentemente produzido pelo Sol. Explica o astrônomo Leon Golub, principal responsável pelo projeto “O novo telescópio pode nos ajudar a entender melhor essa interferência”.
Revista Super Interessante n° 037
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