domingo, 2 de dezembro de 2012

Algum dia será possível criar um andróide exterminador?


Apesar dos avanços tecnológicos, os robôs à la Arnold Schwarzenegger devem permanecer no campo da ficção científica, pelo menos por enquanto, devido a uma série de limitações técnicas. Uma delas é a fonte de energia. "Desenvolver uma bateria pequena e durável é um dos maiores desafios para fazer um robô passar por ser humano", diz o físico Reinaldo Bianchi, do Centro Universitário da FEI (Faculdade de Engenharia Industrial). Outro problema é aperfeiçoar o movimento mecânico. Já existem hoje robôs que andam e sobem escadas com certa naturalidade, mas movimentos como correr e saltar estão longe da realidade. Falta ainda desenvolver a inteligência artificial e a autonomia, ou seja, a capacidade do robô de resolver problemas por conta própria, por tentativa e erro. Quem quiser criar seu próprio exterminador precisará também de muito dinheiro para juntar no andróide todas as habilidades já desenvolvidas pela robótica.
"Coisas como o reconhecimento facial e de voz, a fala, a visão, a movimentação humanóide e o comportamento autônomo são áreas exploradas em pesquisas independentes, pois o custo de fazer tudo junto ainda é muito alto", diz a engenheira eletrônica Anna Helena Reali, da Universidade de São Paulo (USP). Por outro lado, não será difícil fazer uma máquina à prova de balas. "Já existem robôs ultra-resistentes, capazes de suportar uma queda de 3 metros de altura", diz o engenheiro eletricista Carlos Ribeiro, do Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA). A face beligerante do exterminador, tornando-o capaz de atacar humanos, não seria problema. Isso já acontece com o uso da tecnologia dos mísseis inteligentes ou das sentinelas eletrônicas, que localizam coisas em movimento e acionam metralhadoras. O grande teste da robótica, porém, acontecerá de maneira pacífica no ano 2050. Nessa data será disputada a Robocup, um torneio de futebol onde máquinas jogarão contra humanos.
Quando isso ocorrer, os andróides já estarão prontos, do ponto de vista tecnológico, para pegar em armas contra nós.

Revista Mundo Estranho Edição 18/ 2003

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