Os captadores são pequenos eletroímãs. Quem já tentou tocar
com uma moeda em vez de usar uma palheta sabe bem disso, pois deve ter sentido
a atração gerada. Eles captam as variações do campo magnético das cordas. E
desde quando corda tem campo magnético? Vamos devagar: as partes do captador
que ficam embaixo das cordas são ímãs comuns, que nem os de geladeira. As
cordas são de aço, certo? E o que acontece quando você coloca metal perto de um
ímã? Ele fica magnetizado - vira outro ímã. As cordas geram, então, seu próprio
campo magnético, que vibra quando você as toca. Em volta do centro do captador
há um grande fio de metal enrolado 7 mil vezes, como uma mola bem apertada.
Quando um ímã se
movimenta perto dessa mola, cria-se nela uma corrente elétrica. Ao tocar,
então, você está movendo ímãs (as cordas) e, por consequência, gerando uma
corrente na mola do captador. E essa corrente vai, pelo fio da guitarra, até o
amplificador. Se você faz uma nota, cada uma das cordas vibra de um jeito, com
frequências diferentes. A corrente elétrica da mola, por sua vez, vai oscilar
exatamente nessas frequências. Lá no amplificador, essa eletricidade faz os
alto-falantes vibrarem na mesma toada. E esse mundo complexo das oscilações
eletromagnéticas é traduzido no mais clássico som do rock’n’roll.
Revista Mundo Estranho Edição 19/ 2003
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