Cláudia de Castro Lima
Técnicas modernas revelam como era Jack.Rosto quadrado, testa alta, bigodão à la Freddie Mercury. Embora seja quase um clone do vocalista do Queen, esse aí ao lado é um dos assassinos mais famosos de todos os tempos. Uma equipe de pesquisadores britânicos divulgou no fim do ano passado o que diz ser a imagem mais fiel já obtida de Jack, o Estripador, feita 118 anos após a série de crimes que chocou Londres e o mundo.
A psicóloga criminal Laura Richard, da Scotland Yard (a polícia britânica), e seu time tinham poucas evidências para recriar em computador, com modernas técnicas, o retrato de Jack. Ele foi elaborado a partir dos relatos de 13 testemunhas, feitos na época dos crimes. Segundo essas pessoas, o assassino tinha entre 25 e 35 anos, cerca de 1,70 metro de altura e era um tipo meio troncudo.
No documentário Jack the Ripper: the First Serial Killer (“Jack, o Estripador: o primeiro assassino em série”, inédito no Brasil), exibido na TV britânica no fim de novembro, Laura mostra que também examinou uma carta que teria sido escrita por Jack. Ela indica que ele não era uma pessoa culta, com boa educação. “Ele não era nenhum Einstein”, diz Laura no documentário. “Era um homem impulsivo, mas acabou passando despercebido porque sua aparência era muito normal. Esse é o grande ponto. Ele cometeu esses crimes terríveis, mas era provavelmente um homem comum.” O estudo concluiu que o verdadeiro Jack era sociável, dotado de um “charme superficial” e de grande capacidade de se misturar à multidão. Além disso, apontou o provável endereço de Jack: as ruas Flower ou Dean, bem próximas dos locais onde ocorreram os crimes.
O matador é acusado de pelo menos cinco crimes, cometidos no outono de 1888 no bairro de Whitechapel, em Londres. Todas as vítimas, prostitutas e pobres, foram mortas de forma parecida: estrangulamento, cortes na garganta e mutilações no corpo. Algumas vezes, seus órgãos eram retirados. Os investigadores da Scotland Yard acreditam que o matador chegou a ser entrevistado pela polícia na época dos crimes. Foi mandado para casa por parecer um tipo muito comum. Exatamente como Jack era.
Aventuras na História n° 041
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