Lívia Lombardo
Expressão é
relativamente nova, mas já não faz sentido.
Usada para descrever o momento em que conseguimos entender
alguma coisa, “cair a ficha” pode soar natural para quem usou orelhão público
até os anos 90. Mas, para as gerações acostumadas com celular, sua origem
talvez não seja tão clara.
Os primeiros telefones públicos, da década de 1930,
funcionavam com moedas de 400 réis. A instabilidade da moeda, porém, fez com
que a Telebrás, em 1970, criasse fichas exclusivas para os orelhões. A tal
ficha só caía após a ligação se completar e a conexão ser estabelecida. Está aí
a origem da frase, embora não haja registro de quando ela foi usada pela
primeira vez. A criação dos cartões telefônicos, em 1992, aposentou as fichas.
Aventuras na História n° 041
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