Cláudia de Castro Lima
História Sexual da MPB (Record) é um daqueles livros que se
propõem um objetivo e acabam atingindo alvos adiante. O autor, Rodrigo Faour,
pesquisou mais de 15 mil músicas feitas no Brasil desde o século 18 para
mostrar como a mulher e o sexo foram vistos pelas canções populares. Mas ler o
livro é muito mais que um passeio pela história musical brasileira (estão lá,
por exemplo, o nascimento de ritmos quentes como maxixe e funk). Ele também
mostra como a sociedade evoluiu durante os últimos 300 anos.
Trecho do livro
"O funk carioca chutou o pau da barraca e, em meio ao
calor tropical reinante, abriu as pernas e mandou ver, provando que, em termos
de sexo, a chapa deles é mesmo muito quente. O mais divertido deles remete aos
velhos forrós ou marchinhas, com o melhor do duplo sentido. Satirizando a
popular marca de fogões Dako, Tati Quebra-Barraco – sempre ela! – faz sucesso
com... Dako é bom!: ‘Entrei numa loja/ Estava em liquidação/ Queima de estoque/
Fogão na promoção/ Escolhi da marca Dako/ Porque Dako é bom/ Calma, minha
gente/ É só a marca do fogão’. Se fosse em ritmo de forró, Genival Lacerda e
Clemilda poderiam até gravá-la."
Aventuras na História n° 041
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