Médico desenvolve
técnica para operações de varizes a partir da agulha de crochê.
Ao ver a mãe fazendo crochê, o angiologista paulista Ary
Elwing teve uma idéia nada convencional: usar uma agulha como aquela., com
ponta em forma de arpão, para operar varizes. Deu certo. Depois de aplicar uma
anestesia local no paciente, o médico abre uma incisão de 1 centímetro no
máximo: então, com a ajuda da agulha, levanta a veia dilatada ou tortuosa da
mesma forma como a crocheteira faz com a linha: em seguida, interrompe o fluxo
sanguíneo com duas pinças, para cortar a parte defeituosa do vaso. Antes da
nova técnica, as incisões tinham cerca de 5 centímetros e o paciente precisava
ficar em repouso, às vezes, até três meses, para recuperar-se dos danos
causados pelos instrumentos de operação tradicionais. “Com a agulha de crochê,
o corte é tão pequeno que dispensa pontos e assim não deixa cicatriz”, descreve
Elwing. “Além disso, passadas duas horas da cirurgia, o paciente pode voltar
para casa a pé, se quiser.”
Revista Super Interessante n° 031
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