segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O Homem Pode Voar: céu de brasileiro


Cláudia de Castro Lima
Filme celebra 100 anos do primeiro vôo de Santos Dumont- e tem imagens inéditas.

Ele levou muito tombo antes de conseguir levantar vôo de verdade. Mas, em 12 de novembro de 1906, o brasileiro Alberto Santos Dumont, em cima de uma máquina com asas, subiu 6 metros de altura e percorreu 220 metros. Era o primeiro vôo de avião homologado pelo Aeroclube da França – e, portanto, considerado o primeiro da história, devidamente fotografado e filmado.
Tudo bem, tem aquela história dos irmãos Wright, que os americanos juram que são os pioneiros do ar. De fato, Wilbur e Orville Wright levantaram vôo três anos antes. Só que eles foram impulsionados por uma catapulta – enquanto Santos Dumont saiu do chão, sem ajuda externa. Além disso, o vôo deles foi testemunhado por apenas cinco pessoas.
Polêmica nenhuma, porém, tira o mérito do brasileiro, que completa este ano o centenário de seu vôo inaugural, a bordo do 14 Bis. Como parte das homenagens, estréia nos cinemas o documentário O Homem Pode Voar, do jornalista Nelson Hoineff – História já está se preparando para lançá-lo em DVD.
O filme nasceu para ser um documentário para o canal Discovery há três anos. “Santos Dumont é um grande personagem e não havia nenhum produto audiovisual de grande porte sobre ele”, diz Hoineff. Aos poucos, o projeto extrapolou a televisão, até ganhar o formato para cinema. “Além de um grande inventor, Santos Dumont era uma figura universal, culta, elegante, bem relacionada. Um homem bem à frente de sua época.”
Um dos grandes trunfos de O Homem Pode Voar é ter encontrado cerca de 18 minutos de imagens do início do século passado que se julgavam perdidas. “Entre as cenas, há experiências no rio Sena, em Paris, que o levaram à construção do avião número 18 e os poucos frames que restaram do vôo do 14 Bis de novembro, o que foi homologado (Santos Dumont já fizera alguns vôos anterios com o mesmo avião)”, afirma Hoineff. “Ele foi realizado depois de mais de dez tentativas, quando a maioria das pessoas já havia abandonado o local.”

Aventuras na História n° 036

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