É uma árvore milenar, a Pinus aristata, um pinheiro nativo
dos Estados Unidos. Os cientistas já conseguiram determinar que essa vovó do
mundo vegetal pode viver por mais de 4 mil anos. O exemplar mais antigo,
apelidado de "árvore Matusalém" - uma referência ao personagem
bíblico que teria vivido 969 anos -, já soprou 4 768 velinhas e segue firme e
forte na Califórnia, em uma floresta a4
mil metros de altitude, com pouca chuva e clima frio. Por incrível que pareça,
esse ambiente hostil é um importante ingrediente na receita de longevidade da
Pinus aristata, porque os ventos gelados desencorajam a presença de insetos e
previnem infestações de fungos e pragas. Outro segredo é que esse pinheiro usa
praticamente toda a energia adquirida na fotossíntese para a sobrevivência, e
não para o crescimento. Com essa estratégia, a árvore aumenta apenas 0,02
centímetro por ano, e mesmo os troncos mais velhos não ultrapassam 18 metros de
altura.
A galeria dos
campeões de longevidade inclui ainda o impressionante exemplo de uma colônia de
bactérias do gênero Bacillus, encontradas vivas em um depósito de sal
subterrâneo nos Estados Unidos. Os cientistas estimam que elas surgiram há 250
milhões de anos. Tais bactérias só não levam o troféu de criaturas vivas mais
antigas porque ficaram esse tempo todo em estado de latência, uma espécie de
dormência em que elas não se alimentam nem se reproduzem.
Revista Mundo Estranho Edição 18/2003
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