Foi o engenheiro inglês Sir Hugh Beaver. No início da década
de 50, ele era diretor do grupo Arthur Guinness, Son and Company - fabricante
da Guinness, uma das cervejas mais populares do Reino Unido. Em certa ocasião,
quando caçava na Irlanda, Beaver entrou numa discussão com um grupo de amigos.
Ele afirmava que a ave que acabara de abater não era de uma espécie chamada
tarambola-dourada, a mais veloz entre as aves caçadas no continente europeu. A
polêmica sobre qual animal havia sido abatido gerou acaloradas discussões e, em
1954, uma dúvida semelhante, envolvendo outras duas espécies de aves européias,
voltou a perturbar Beaver. Foi então que ele teve a idéia de publicar um livro
respondendo sobre curiosidades que poderiam ser discutidas e comentadas nos bares
enquanto os britânicos apreciavam uma Guinness.
Coube aos irmãos e
jornalistas Norris e Ross MacWhirter - que tinham uma agência de pesquisas - a
preparação da primeira edição do The Guinness Book of Records, que chegou às
livrarias no dia 27 de agosto de 1955 com 198 páginas. A idéia de Beaver foi um
sucesso e, poucos meses após o lançamento, o livro assumiu o primeiro lugar na
lista dos mais vendidos. Hoje a obra é chamada de Guinness World Records. No
seu site (www.guinnessworldrecords.com) há até explicações de como é possível
registrar uma nova marca na famosa enciclopédia, que apresenta as façanhas mais
extraordinárias e bizarras do mundo.
Revista Mundo Estranho Edição 18/ 2003
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