Carol Knoploch
Minissérie aborda a conquista do Acre e o cotidiano dos
seringueirosAmazônia -– De Galvez a Chico Mendes, minissérie da Rede Globo cuja estréia está prevista para 2 de janeiro, é uma combinação de história e ficção. A trama, que começa no fim de 1899, aborda três fases da conquista do Acre, somando 100 anos da história da região e passando por heróis como o espanhol Luis Galvez, o militar Plácido de Castro e o seringueiro Chico Mendes.
“A minissérie começa no período áureo da borracha, quando, em plena revolução industrial, apenas a região amazônica produzia borracha no mundo, despertando o interesse e a cobiça de outros países”, afirma a autora Glória Perez. Segundo ela, a história da Amazônia, em especial a da região do Acre, é desconhecida do grande público e em vários momentos a realidade poderá ser confundida com a ficção. “O ‘brasileiro do Acre’ sempre foi tratado como pessoa distante da nossa realidade. E desde sempre. As pessoas mais ricas que moravam lá iam para a Europa com mais freqüência do que para o Sudeste, Rio ou São Paulo”, diz a autora – que, aliás, é natural do Acre.
O glamour da belle époque estará nas cenas de Manaus, onde moravam as famílias dos seringalistas no auge do Ciclo da Borracha. No início do século 20, Manaus era uma das cidades mais prósperas do mundo por conta do lucro obtido com o látex. Locais da época, como o Teatro Amazonas e o Palácio da Justiça, serviram de locação para a minissérie.
Aventuras na História n° 041
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