Endrigo Coelho
Foi lá que Elvis
Presley passou a melhor fase da vida. Lá também morreu embora exista quem não
acredite nisso.
Graceland, em Memphis, no Tennessee, Estados Unidos, foi a
moradia de um músico que já vendeu mais de 1 bilhão de discos: Elvis Aaron
Presley, até hoje cultuado como o maior nome que o rock já conheceu. A mansão
era seu local preferido, o lugar onde ele passou os melhores anos de sua vida.
Foi lá que morreu, aos 42 anos, em 1977. É lá que está enterrado. Graceland é
também o lugar onde seus fãs tentam acreditar que ele ainda vive.
A mansão foi aberta para visitação em 1982 e, em 1991, virou
museu. Atrai atualmente cerca de 600 mil pessoas por ano. Graceland é hoje, por
causa desse número, a segunda residência mais importante dos Estados Unidos –
fica atrás apenas do quartel-general dos presidentes do país, a Casa Branca.A mansão em que Elvis morou por 20 anos foi construída em 1939 pelos antigos proprietários, o casal Thomas e Ruth Moore. O nome Graceland (algo como “terra de Grace”) foi dado em homenagem à tia de Ruth, Grace Toof. Elvis a comprou em 1957, com apenas 22 anos, por 102500 dólares. Ele deu 10 mil dólares em dinheiro vivo mais a casa que possuía na época, que valia 55 mil dólares. O restante, 37500 dólares, foi hipotecado.
1. Portão dos desesperados
A mansão onde Elvis viveu em Memphis é suntuosa do começo ao
fim. O portão principal, chamado de Portão Musical, foi, durante muito tempo,
ponto de encontro de fãs enlouquecidos, que se aglomeravam freqüentemente para
tentar um autógrafo do rei. Elvis costumava atender aos pedidos e passava
minutos grudado no portão, assinando discos e papeizinhos.
2. Caros amigos
Para receber os amigos, Elvis decorou a sala de estar de sua
mansão com esmero. Chamada de White Room – por sua cor, branca –, ela é repleta
de espelhos e de vidros pintados com desenhos de pavões. Além disso, o local
tem uma passagem para uma salinha ao lado, onde o músico colocou um piano.
3. Salão do automóvel
Elvis era um aficionado por Cadillacs. A mansão já chegou a
abrigar 40 deles ao mesmo tempo. O mais famoso é este rosa, um 1955 Fleetwood
60 Special, que segue exposto por lá. A máquina foi um agrado dele para mamãe,
mas ela nunca dirigiu. Elvis emprestava seus Cadillacs para os amigos. Todos,
menos este.
4. Velha roupagem
Um dos cômodos que mais impressionam na mansão é o que reúne
os prêmios e roupas. Nas paredes estão pendurados os 68 discos de ouro, 50 de
platina e 32 de multiplatina que Elvis recebeu. Nas redomas, quatro de suas
roupas preferidas. O figurino era inspirado nos quimonos de caratê, esporte
pelo qual ele era apaixonado.
5. Família reunida
Elvis foi enterrado no cemitério de Memphis, mas, depois que
tentaram roubar seus restos mortais (em 29 de agosto de 1977, 11 dias após o
enterro), a família o levou para o Jardim da Meditação, em Graceland. Pouco
tempo depois, os corpos dos pais e de uma das avós fizeram o mesmo caminho.
6. Muro das pichações
Num pedaço do extenso muro de pedra que contorna a mansão,
os visitantes resolveram deixar seus “autógrafos” para o ídolo. Tem de tudo:
desde fãs que apenas assinam o nome até agradecimentos e declarações de amor ao
homem que deu forma ao rock.
7. Sala dos prazeres
Quando não estava em um dos mais de 1200 shows que fez na
vida, Elvis se divertia lutando caratê ou curtindo seus cavalos. Um anexo na
mansão mostra os hobbies: tem um autorama, a coleção de armas de fogo, as selas
de cavalo, o quimono, as luvas de boxe.
8. Jaqueta dourada
A roupa predileta do astro era a famosa jaqueta dourada de
lamê. O rockstar a usou muito antes de servir o Exército americano, entre 1958
e 1960. Mas a peça ganhou fama depois que apareceu na capa do disco Elvis Gold
Records Vol. 2, de 1959, considerado uma das compilações mais importantes da
história da música.
9. Estúdio particular
A acústica de Graceland é especial e foi um dos motivos que
levaram Elvis a comprá-la. A mansão foi construída com um sistema de som
tecnicamente perfeito, já que a filha do antigo dono da casa era pianista. Na
Jungle Room, o estúdio particular do rei (que hoje está sem os equipamentos),
ele gravou The Jungle Room Sessions, em 1976.
10. Andar proibido
A escadaria com vários violões é uma espécie de sinal de
“pare”. Dali ninguém passa. Lá em cima, onde ficam, por exemplo, o banheiro, o
quarto e o escritório da mansão, visitantes não são permitidos. Assim, o museu
preserva uma tradição, já que o músico não tinha o hábito de subir com as
visitas.
Aventuras na História n° 041
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