Essas "armas" da folia carnavalesca já eram usadas
na metade do século 19 nos bailes de máscara em vários países da Europa. No
Brasil, elas apareceram um pouco mais tarde, por volta da década de 1890. O
confete chegou ao Rio de Janeiro junto com o costume dos corsos - carros
decorados, também importados da tradição européia, que desfilavam carregados de
foliões. Na época, o confete e o corso foram comemorados pelos jornais como
símbolos de civilização. Também, pudera: nos primeiros tempos do nosso
Carnaval, as brincadeiras eram inspiradas no entrudo, uma folia herdada de
Portugal que envolvia água, lama e outras nojeiras (veja mais detalhes na
reportagem "Qual é a origem do Carnaval?", na pág. 30). Nesse
sentido, as batalhas de confetes eram muito mais limpas e inofensivas. A mesma
coisa vale para as serpentinas. Elas também surgiram mais ou menos na mesma
época, inspiradas pelas chamadas "bolas carnavalescas", que estrearam
no Carnaval de 1878.
"Algumas dessas
bolas eram de papel de seda e se desfaziam ao serem jogadas".
Revista Mundo Estranho Edição 24/ 2004
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