Eles foram instituídos porque cada ano não tem 365 dias
exatos. Na verdade, o período em que a Terra completa uma volta em torno do Sol
é de 365,2422 dias. O ano bissexto foi o jeito que os astrônomos encontraram de
compensar essa defasagem: a cada quatro anos, acrescenta- se um dia, o 29 de
fevereiro, ao nosso calendário. Para saber se um ano é bissexto, basta aplicar
duas regras. Primeiro, o ano tem que ser um número divisível por quatro - 2004,
por exemplo, se encaixa nessa regra. Segundo, não entram anos divisíveis por
100, exceto aqueles que também são divisíveis por 400 - é o caso do ano 2000.
Na prática, quase todos os anos divisíveis por quatro são bissextos. As últimas
exceções foram os anos de 1800 e 1900, e as próximas serão 2100 e 2200.
"Essas normas foram estabelecidas no final do século 16 pelo papa Gregório
XIII. Em sua homenagem, chamamos o nosso calendário atual de gregoriano",
diz o astrônomo Amâncio Friaça, da USP.
Entretanto, o
primeiro a reformar a contagem de tempo foi o imperador romano Júlio César,
ainda em 46 a.C. Daquela época vêm algumas explicações curiosas para o costume
de introduzir um dia a mais em alguns anos. No chamado calendário juliano, o
último mês do ano era fevereiro. Por isso, o "bônus" caía exatamente
nesse período, como acontece até hoje. "A diferença é que o dia extra não
era o último do mês, mas o sexto dia antes do mês de março, que era contado
duas vezes. Daí vem o nome bissexto", afirma Amâncio. Para encerrar, vamos
solucionar um mistério: você sabe o que acontece com quem nasce no dia 29 de
fevereiro? Nos cartórios, a regra é registrar quem veio ao mundo no dia 29
nessa data mesmo. Teoricamente, o recém-nascido só sopraria as velinhas de
quatro em quatro anos. Na prática, os "bissextos" comemoram a data um
dia antes.Revista Mundo Estranho Edição 24/ 2004
Nenhum comentário:
Postar um comentário