Bem, o fato é que o Sol não é uma bola de fogo. Na verdade,
a luz e o calor que sentimos daqui da Terra nada mais são do que o resultado do
gás hidrogênio aquecido a 2 milhões de graus Celsius. A essa temperatura,
qualquer coisa libera energia na forma de luz e calor. Por isso, temos a
impressão de que o astro é feito de fogo. A diferença é que a chama que sai das
fogueiras é um dos produtos da combinação de certos compostos, como madeira,
álcool ou gasolina, com o oxigênio da atmosfera. No caso do Sol, a energia
surge de fusões nucleares. A violenta pressão no interior da estrela faz com
que átomos de hidrogênio se juntem para formar átomos de hélio. Essa união
também libera luz e calor, mas numa escala incomparavelmente maior.
Essa luz é tão
intensa que arranca elétrons dos átomos que formam a capa gasosa do Sol,
fazendo com que ela se comporte como um plasma, o mesmo estado em que está o
material que preenche as lâmpadas fluorescentes, por exemplo. "A camada
externa do astro parece um fluido luminoso, formado por uma ‘pasta’ de elétrons
e prótons soltos", diz o astrônomo Roberto Costa, da USP. Para terminar,
uma curiosidade: os planetas formados principalmente por gases, como Júpiter,
Saturno, Urano e Netuno, não parecem fogueiras como o Sol. Mas, para quem os
observa do espaço, suas superfícies gasosas dão a impressão de estarem
derretendo.
Revista Mundo Estranho Edição 24/ 2004
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