As moléculas dela funcionam de um jeito especial, servindo
como "ganchos" microscópicos que se prendem diretamente em outras
moléculas. Aquelas colas escolares mais simples são basicamente cadeias de
moléculas com essa capacidade, só que dissolvidas em bastante água. É por isso
que elas só funcionam depois de secar. Esse tipo de cola praticamente só age
mesmo em papel ou madeira, materiais bastante porosos e não lisinhos como uma
chapa de metal. É como passar pasta de amendoim num pão de fôrma. Se você
aperta bem uma fatia contra a outra, a pasta penetra nos poros e o pão fica
grudadinho. Se você não apertar, não ocorre adesão nenhuma. "Quando se usa
cola comum em plásticos e metais, é isso que acontece. Como esses materiais não
são porosos, a interação entre eles e o adesivo é muito fraca", diz o
químico Flávio Vichi, da USP. Esse problema não existe com as supercolas,
aquelas com as quais muita gente já acabou grudando os dedos por acidente.
A diferença delas é
um composto chamado cianoacrilato. Ele possui moléculas com "ganchos"
bem mais resistentes que os das colas normais, capazes de suportar objetos que
tenham o peso de até 1 tonelada.
Revista Mundo Estranho Edição 11/ 2003
Nenhum comentário:
Postar um comentário