Segundo historiadores, ele pode ter nascido na China e se espalhado por outras regiões do Oriente, como Índia e Filipinas, antes de fazer sucesso entre os gregos. Mas, depois da Antiguidade, o ioiô passaria bom tempo esquecido, só aparecendo de novo na Europa no fim do século 18, trazido novamente do Oriente.
O nome pelo qual conhecemos o brinquedo é que é bem mais recente. Um filipino chamado Pedro Flores levou o objeto para os Estados Unidos na década de 1920. O brinquedo já chegou na América com o nome "yo-yo", que, em uma língua nativa das Filipinas, quer dizer "vem, vem". Em 1929, Flores vendeu a fábrica que montou para fazer ioiôs para um industrial chamado Donald Duncan, que começou a produzir o brinquedo em massa, investindo pesado em propaganda. O ioiô, então, ganhou o mundo de vez.
Com a corda toda
A força da gravidade faz tanto o brinquedo descer como subir.
1. A força da gravidade puxa o ioiô para baixo e faz com que ele gire, já que o brinquedo está preso a um barbante.
2. Na descida, o ioiô ganha tanta aceleração que, quando o barbante se estica todo, ele ainda tem força para girar. Como o brinquedo não pode descer mais e segue girando, ele vai na direção contrária, ou seja, tende a escalar o barbante e voltar para a mão da pessoa.
3A. O barbante, em geral, não fica preso com força ao eixo do disco. Assim ele gira um pouco em falso antes de começar a subida, permitindo alguns truques, como fazer o brinquedo andar no chão.
3B. Em ioiôs mais modernos, criados a partir da década de 60, o barbante não fica preso diretamente ao eixo, mas a um sistema de rolamento. Assim ele pode girar em falso mais tempo. Alguns modelos giram por minutos a fio.
4. Se você der um tranco no barbante, o atrito entre o eixo e o rolamento cresce e o ioiô, sem poder girar em falso, sobe por causa da força acumulada na descida (energia potencial). Nos modelos tradicionais, o tranco aumenta o atrito entre a corda e o próprio eixo, fazendo o brinquedo subir do mesmo jeito.
Revista Mundo Estranho Edição 11/ 2003
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