Uma criança egípcia morta há cerca de 2 mil anos. Era isso o
que se sabia sobre uma múmia do Museu Egípcio Rosa cruz, na Califórnia, Estados
Unidos. Até ela ser enviada para pesquisadores da Universidade de Stanford. Com
técnicas ultramodernas de tomografia tridimensional, os cientistas descobriram
sua idade e sexo – e, de quebra, reproduziram seu rosto.
A múmia é de uma menina, que morreu aos 4 anos de idade –
provavelmente por causa de uma infecção. Ela ganhou o nome de Sherit. “Essa
múmia tinha perdido sua identidade”, diz o diretor do centro de computação da
universidade, Kevin Montgomery, que participou dos trabalhos. “Ninguém sabia se
era menina ou menino, como havia morrido, nada”, diz. Segundo ele, foram feitas
múltiplas imagens de alta resolução da múmia e, com o uso de um software
especial, foi gerado um modelo de computador baseado nas informações de Sherit.
Tudo isso pôde ser visto em 3D na tela do computador. Para recriar a aparência
da egípcia Sherit, os pesquisadores usaram o modelo de computador de sua
estrutura óssea, aplicando numa superfície um molde que imita a pele apropriada
para sua idade e etnia.Aqui no Brasil, a múmia Tothmea, de 2 500 anos, do Museu Egípcio e Rosa cruz de Curitiba, no Paraná, foi estudada com uma técnica parecida, a tomografia bidimensional, em 1999. “Descobrimos que ela teve os órgãos removidos por uma abertura no lado esquerdo do abdômen, inclusive o coração, que deve ter sido tirado por engano, e que ela morreu provavelmente aos 25 anos”, diz o arqueólogo Moacir Elias Santos, responsável pelas análises.
Aventuras na História n° 027
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