sexta-feira, 6 de abril de 2012

B17: fortaleza voadora

Felipe Jaegger

O B17 foi o mais importante bombardeiro aliado da Segunda Guerra Mundial. Tinha grande autonomia, boa capacidade para armazenar bombas e excelente precisão.
Projetado inicialmente para defender o território americano, o B17 - Flying Fortress foi o mais importante bombardeiro dos aliados na Segunda Guerra Mundial. Ele inaugurou uma nova fase de bombardeios diurnos e teve papel central na destruição da máquina de guerra alemã. Para tanto, sofreu diversas alterações ao longo do conflito. De todas as versões, as mais eficientes são a F e a G, por causa da grande autonomia, da alta capacidade para armazenar bombas e da excelente precisão. Mesmo assim, sua tripulação sofria bastante com as condições impostas pelas missões. Frio intenso devido às altas altitudes e falta de espaço eram dois dos problemas mais comuns dos aviadores. Além disso, havia a constante tensão com os ataques de caças alemães e com o fogo das baterias antiaéreas, que causavam baixas consideráveis de aviões e tripulação. A eficiência do B17 também foi comprovada pelos nazistas. Muitos aviões capturados foram utilizados pelos alemães por serem mais adequados à função do que os bombardeiros da Luftwaffe.
Torre da Cauda- Contava com duas metralhadoras Browning M2 de calibre .50, com capacidade para 750 tiros por minuto, operadas por um atirador.
Torre inferior- Além de ser a mais perigosa por causa da localização, era também a mais desconfortável para seu ocupante, que ficava em posição de feto, deitado com os pés para cima. Tinha duas metralhadoras M2 calibre .50. (Metralhadoras laterais- Eram duas M2 calibre .50, uma de cada lado da fuselagem, operadas por dois atiradores.
Metralhadora dorsal- Era uma M2 calibre .30, com capacidade para 1 200 tiros por minuto, usada pelo operador de rádio durante os ataques aéreos.
Rádio- Era usado apenas em casos de emergência e ficava silencioso na maior parte do tempo, para não ser detectado pelo inimigo.
Alojamento do bote salva-vidas- Para casos de pouso de emergência em alto-mar.
Alojamento de bombas- O B17 comportava até 7 893 kg de bombas, que ficavam alojadas aqui, em racks verticais.
Torre dorsal- Duas metralhadoras Browning M2 calibre .50 eram operadas pelo técnico do avião.
Tanques de oxigênio- Eram importantes porque o avião não era pressurizado e os tripulantes precisavam de máscaras de oxigênio durante as missões.
Piloto e co-piloto- Eram os únicos que não operavam metralhadoras. Ficavam em posições blindadas.
Navegador- Traçava as rotas do avião e, durante os ataques inimigos, operava uma das duas metralhadoras M2 calibre .50, localizadas nas laterais do nariz.
Artilheiro- Localizava os alvos por meio de um sistema de mira Nordon e operava uma metralhadora M2 calibre .50, que ficava no nariz do avião. Essa ponta era feita em acrílico, material que possibilitava sua curvatura e dava mais segurança ao artilheiro que o vidro.
Pin  ups - Desenhos de mulheres em poses sensuais eram comuns nos aviões da Segunda Guerra. Esse aqui ilustrou o mais famoso B17, chamado Memphis Belle. Seu nome foi uma homenagem do piloto a uma garota que havia conhecido na cidade de Memphis, antes de embarcar para a Inglaterra.
Motores- Quatro motores Radiais Wright R1820-97 (Cyclone), com intercooler de 1 200 HPs, levavam o avião a uma velocidade máxima de 475 km/h.
Torre dorsal- Duas metralhadoras Browning M2 calibre .50 eram operadas pelo técnico do avião.
B-17 F - Ficha Técnica
Peso: 15 422 kg (vazio) 25 400 kg (carregado)
Altura: 5,85 m
Comprimento: 22,80 m
Envergadura: 31,60 m
Tripulantes: 8 a 10
Autonomia: 5000 km
Carga máxima de bombas: 7 893 kg
Carga normal em missões: 2 270 kg Velocidade máxima: 475 km/h
Velocidade de cruzeiro: 275 km/h

Revista Aventuras na História n° 014

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