Físico argentino José
Joaquín Lunazzi, da Unicamp, desenvolve uma tela especial com 1500 linhas por
milímetro e microestruturas que fundem as imagens, projetando o efeito
tridimensional.
A televisão com imagens tridimensionais ou holográficas já
existe - no laboratório do físico argentino José Joaquín Lunazzi, da
Universidade de Campinas. Segundo o pesquisador, que trabalha há 20 anos no
campo da holografia, o segredo está na tela especial que ele criou com 15OO
linhas por milímetro e microestruturas que fundem as imagens projetadas. É o
que chama de “estéreo visual”, pois a cena é captada por duas câmeras de vídeo
dispostas lado a lado, como os olhos humanos, e projetada separadamente sobre a
tela, através de lentes.O equipamento dispensa tanto o uso de óculos para ver a terceira dimensão quanto o raio laser geralmente necessário aos hologramas. O desafio de Lunazzi, agora, é resolver os problemas de brilho da imagem que ainda restringe a projeção a ambientes escuros, e de ângulo de visão, que obriga o espectador a ficar em determinada posição para não perder a noção de profundidade. “A solução ainda vai demorar”, avisa Lunazzi.
Revista Super Interessante n° 029
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