Francisco Juciê de
Oliveira
Quando os satélites meteorológicos registraram, ano passado,
uma diminuição no tamanho do buraco na camada de ozônio sobre a Antártida,
cresceu a esperança de que o fenômeno seria reversível. Um ano depois, essa
expectativa foi derrubada pela constatação de que o buraco não ficou menor, foi
tão- somente comprimido por uma onda atmosférica. Formada por ventos
estratosféricos, essa onda tem o nome científico de oscilação quase bienal,
cujo mecanismo de ação ainda é desconhecido. Sabe-se, porém, que é uma onda de
ventos cíclica, que muda de direção todos os anos. Ano passado, ela se movimentou
em direção ao pólo sul, espremendo o buraco. Este ano, a onda está se afastando
do pólo, e, por isso mesmo, aliviando o buraco, que voltou ao tamanho recorde
de 1987.
Revista Super Interessante n° 029
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