Parece que esse grito estaria relacionado a um episódio da
colonização do oeste dos Estados Unidos, no final do século 19 - mas na verdade
ninguém sabe quanto da história é verdade e quanto não passa de lenda. Tudo
começou quando a Cavalaria americana perseguia um famoso chefe apache chamado
Gerônimo perto do forte Sill, no estado de Oklahoma. Ao se ver encurralado na
borda de uma ribanceira, o guerreiro, em vez de se render, tomou impulso e
saltou, montado em seu cavalo. Na queda, antes de afundar no pequeno rio que
passava lá embaixo, o índio gritou seu nome com toda a força:
"Gerônimooooooooo!". O mais incrível é que ele e o cavalo se
recuperaram da queda e escaparam a galope. Apesar da fuga fantástica, Gerônimo
seria capturado pouco tempo depois e morreria na prisão em 1909. Trinta anos
depois, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), seu grito foi adotado nos
saltos dos pára- quedistas da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército
americano, que estavam prestes a embarcar para a Europa. "Tudo indica que
a tradição nasceu depois que os pára-quedistas assistiram, no campo de
treinamento na Carolina do Norte, a um filme sobre a vida do chefe
apache", afirma o etimologista Cláudio Moreno, colunista de Mundo Estranho.
Nas décadas seguintes, os faroestes americanos se encarregaram de espalhar o
costume pelo resto do mundo. Hoje, a palavra deixou o ambiente militar e tem
uso bem mais amplo. Por isso, é comum as pessoas gritarem "Gerônimo!"
como aviso de que algo está caindo.
Revista Mundo Estranho Edição 21/ 2003
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