quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Nós nos perfumamos há 5 mil anos


Fabíola Tarapanoff
E não era por vaidade, mas para conseguir contato direto com os deuses.
Não foi para ficarem mais cheirosos que os egípcios criaram o perfume, por volta de 3000 a.C. Foi, sim, por uma razão mística. Eles acreditavam que seus pedidos chegariam mais rápido aos deuses se queimassem madeiras, especiarias e ervas enquanto rezavam. “A origem da palavra é latina: per significa ‘através’ e fumum, ‘fumaça’. Ou seja, através da fumaça”, diz Renata Ashcar, autora de Brasilessência: a Cultura do Perfume.
O perfume fez sucesso até a Idade Média, quando foi reprimido. “A Igreja abominava tudo o que pudesse atrair sexo”, afirma a jornalista Rosina D’Angina, autora de Perfumes e Sachês. No entanto, aromas como extratos alcoólicos vegetais eram utilizados pelos médicos para combater a peste negra. A perfumaria só voltou a ganhar impulso em 1533 com Catarina de Médicis, nobre florentina que, ao se casar com o rei Henrique II, mudou-se para a França levando seu próprio perfumista, René Blanc. As matérias-primas para suas essências vinham de Grasse, no sul do país, região que se aprimorou na técnica. Grasse virou a “cidade do perfume” e a França ganhou fama de ser o país que produz as melhores essências.

Aventuras na História n° 039

Nenhum comentário:

Postar um comentário