Esses curiosos animais compreendem cerca de 40 espécies de
peixes carnívoros e herbívoros da família Exocoetidae, encontrados apenas em
mares de águas mornas. Todos eles têm o corpo fino e crescem pouco, atingindo
no máximo 45 centímetros. Ao contrário do que se possa imaginar, esses bichos
não voam como as aves, batendo asas para cima e para baixo. O que eles fazem,
na verdade, é ganhar impulso para dar grandes saltos. Depois, abrem suas
barbatanas para planar, ficando no ar por até 15 segundos. No vôo, o mais comum
é que as espécies cubram uma distância de, no máximo, 180 metros. Mas em saltos
múltiplos os tipos recordistas conseguem planar por 400 metros. Em geral, os
peixes utilizam esse recurso para fugir de seus predadores, principalmente
tubarões, atuns e golfinhos. O Brasil não tem os tipos tradicionais de
peixes-voadores, mas as águas amazônicas abrigam uma espécie parecida: é o
peixe-machadinha, que faz vôos bem mais curtos, de 1,50 metro de distância.
Acrobacia aquáticaA decolagem atinge 1 metro de altura e pode se prolongar por 180 metros.
1. O vôo do peixe-voador é um recurso para escapar de predadores. Ao ser perseguido por um peixe maior, a espécie cruza o mar velozmente com as barbatanas coladas ao corpo, nada para cima e se prepara para voar.
2. Ao atingir a superfície, o peixe dá um impulso final, batendo freneticamente o rabo na água. Quando o empurrão já é suficiente, ele levanta o rabo e decola.
3. No ar, o peixe abre as barbatanas, obtendo a sustentação necessária para planar por cima da água. Ele consegue realizar sua decolagem em uma inclinação de 15 graus em relação à superfície líquida.
4. Durante sua aventura aérea, o peixe-voador atinge 1 metro de altura, chegando a voar por até 180 metros em um único vôo ou 400 metros em vôos múltiplos. Mas os passeios são rápidos: costumam durar, em média, de 2 a 15 segundos.
Revista Mundo Estranho Edição 21/ 2003
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