Em 1893, o padre
gaúcho Roberto Landell de Moura (1861 1928) realizou
uma experiência pioneira: transmitiu sinais e sons musicais a uma
distância de 8 quilômetros, entre a Avenida Paulista e o Alto de Santana, em
São Paulo. Tornou-se assim, precursor do italiano Guglieno Marconi, considerado
o inventor do telégrafo sem fio, em 1896. Landell, no entanto, jamais obteve
reconhecimento. Ao contrário, tachado de bruxo e lunático, foi proibido por
seus superiores de continuar com seus inventos. Em 1901, viajou para os Estados
Unidos e lá patenteou alguns aparelhos. De volta ao Brasil, tentou
demonstra-los à Marinha, mas ninguém o levou a sério. Conta-se que um auxiliar
do presidente Rodrigues Alves lhe perguntou a que distância da costa os navios
deveriam ficar para as experiências, e Landell lhe assegurou: A quantas milhas se quiser, pois meus aparelhos podem funcionar a
qualquer distância e servirão, no futuro, para comunicações
interplanetárias. O pedido acabou arquivado, pois a
Marinha alegou ter coisas mais importantes a fazer do que dar crédito a padres
malucos.
Revista Super
Interessante n° 038
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