Não é para assustar banhistas. É que os tubarões vivem nas
camadas mais rasas dos oceanos e costumam nadar bem próximos da linha d’água quando estão em busca de alimento, fazendo o patrulhamento da
área ou simplesmente migrando de um lugar para outro. "Quando um
tubarão chega à superfície, a nadadeira dorsal pode ficar exposta ou não",
afirma o biólogo Otto Bismarck Gadig, da Universidade Estadual Paulista (Unesp)
em São Vicente (SP). O exibicionismo sinistro, quando acontece, também serve
para outra coisa. "A nadadeira dorsal tem uma função importante para a
navegação, que corresponde às quilhas ou lemes das embarcações", diz Otto.
As espécies mais vistas com a barbatana de fora são o tubarão-martelo, o
tubarão-azul, o tubarão-tigre e o tubarão-baleia. No total, existem mais de 300
espécies desse animal, mas nem todas representam ameaça para os humanos. O
tubarão-baleia, por exemplo, pode atingir 15 metros de comprimento e pesar
várias toneladas, mas se alimenta de plâncton e é inofensivo. Estima-se que 100
pessoas sejam atacadas por tubarões todos os anos no planeta, sendo que 25% dos
casos são fatais.
Revista Mundo Estranho Edição 31/ 2004
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