quarta-feira, 10 de julho de 2013

Qual é a hierarquia da Aeronáutica?

Marina Motomura

Com essa reportagem, a gente manda pelos ares a nossa trilogia sobre a hierarquia das Forças Armadas. Vamos voar: assim como o Exército e a Marinha, a Aeronáutica possui mais de 20 postos, espalhados por 22 grupos diferentes. Dentre esses grupos, os que efetivamente entram em combate são o Quadro de Infantaria e o Quadro de Aviação. A Infantaria é o braço da Aeronáutica que atua em terra firme, cuidando da segurança de bases aéreas e de aeroportos em tempos de paz e pegando em armas para batalhas terrestres durante as guerras - apesar de recebem treinamento de combate, os militares da Infantaria da Aeronáutica têm função primordial de defesa. Já o Quadro de Aviação, como o próprio nome diz, reúne os oficiais que pilotam os aviões militares do país. Para fazer parte desse grupo, é preciso ser no mínimo tenente, estudando por pelo menos quatro anos na Academia da Força Aérea e passando por um curso específico para voar. Os aviões vão para o ar com uma estrutura bem enxuta. Em modelos pequenos, como os caças F-5, só há espaço para uma pessoa, que é ao mesmo tempo piloto e comandante da aeronave, que responde diretamente às ordens do líder do esquadrão ou do grupo. Em aeronaves maiores, como as usadas para transporte de tropas, costuma haver um primeiro-piloto que atua como comandante e um segundo-piloto ou subcomandante. Para subir de posto na hierarquia da Aeronáutica, o militar precisa ter bastante tempo de carreira, passar por avaliações de desempenho e participar de diversos cursos de atualização - o processo é bem parecido com o que ocorre no Exército e na Marinha. Um último detalhe: é bom esclarecer que nem sempre a maior patente está ligada ao comando do avião mais poderoso. Como os comandantes das aeronaves são pilotos, eles precisam fazer cursos específicos para aprender a operar novos modelos. Por isso, pode acontecer de um capitão mais bem treinado comandar um avião invocadão no lugar de um coronel que não fez os cursos necessários.
Livres para voar

Para pilotar um avião, é preciso passar por um curso específico e chegar a tenente.
Soldado

Ocupando o posto mais baixo da hierarquia, o soldado cuida da segurança das bases da Aeronáutica.
Taifeiro

É um tipo de soldado que ajuda nos serviços de cozinha nas bases aéreas.
Cabo

Lidera as esquadras, pequenas unidades formadas por um cabo e quatro soldados.
Terceiro-Sargento

Segundo-Sargento

Primeiro-Sargento
Suboficial

Militares com essas patentes comandam os chamados grupos de combate, que reúnem duas esquadras.
Quadro de aviação

O Quadro de Aviação não possui os chamados "graduados", nome dado aos militares de menor patente. Para ingressar nessa arma, o candidato precisa fazer um curso de quatro anos na Academia de Força Aérea para aprender a pilotar. Depois da formatura, ele sai do curso como tenente.
Segundo-Tenente

Primeiro-Tenente
Na infantaria, esses militares chefiam pelotões, formados por três grupos de combate.

Quadro de aviação
Quando o militar chega a segundo-tenente, ele já pode pilotar aviões.

Capitão
Lidera as companhias, englobando três pelotões, com cerca de 90 militares.

Comanda as esquadrilhas, pequenos agrupamentos de aeronaves. Geralmente, elas servem para a formação de pilotos.
Major

Responsável pelos batalhões de Infantaria, que têm de 180 a 450 militares.
Lidera os esquadrões, grupos com em média três ou quatro aviões do mesmo tipo — um conjunto de caças F-5, por exemplo.

Tenente-Coronel
Comanda os batalhões especiais de infantaria, unidades estratégicas, que podem ser deslocadas para regiões de fronteira.

Comanda os grupos, conjuntos de três ou quatro aviões que podem ser de tipos diferentes — um grupo de caças F-5 e Mirage, por exemplo.
Coronel

O militar da mais alta patente possível nesse braço da Aeronáutica é responsável pelo comando terrestre de toda a Infantaria.

Responsável por uma das 19 bases aéreas do Brasil. Elas podem ser consideradas os "quartéis" da Aeronáutica.
Brigadeiro

A partir dessa graduação, não há postos para militares de hierarquia superior na Infantaria. Quem quiser seguir carreira pode mudar para a Aviação, mas precisa estudar na Academia de Força Aérea. Como por lá só podem iniciar o curso pessoas com no máximo 20 anos de idade, os poucos aviadores que vêm da Infantaria são cabos ou soldados, postos em que a média de idade é baixa.
Comanda uma das três Forças Aéreas (FAE) que compõem a Aeronáutica: uma cuida dos helicópteros, outra dos aviões de transporte e a terceira de aeronaves de ataque, como os caças.

Major-Brigadeiro
A partir dessa graduação, não há postos para militares de hierarquia superior na Infantaria. Quem quiser seguir carreira pode mudar para a Aviação, mas precisa estudar na Academia de Força Aérea. Como por lá só podem iniciar o curso pessoas com no máximo 20 anos de idade, os poucos aviadores que vêm da Infantaria são cabos ou soldados, postos em que a média de idade é baixa.

Responsável por um dos sete Comandos Aéreos Regionais (Comar) do país, que juntos supervisionam todo o espaço aéreo do Brasil.
Tenente-Brigadeiro

A partir dessa graduação, não há postos para militares de hierarquia superior na Infantaria. Quem quiser seguir carreira pode mudar para a Aviação, mas precisa estudar na Academia de Força Aérea. Como por lá só podem iniciar o curso pessoas com no máximo 20 anos de idade, os poucos aviadores que vêm da Infantaria são cabos ou soldados, postos em que a média de idade é baixa.
Supervisiona o Comando Geral do Ar (Comgar), que reúne todas as cerca de 800 aeronaves de combate e decide as ações militares da Aeronáutica.

Tenente-Brigadeiro escolhido pelo presidente da República.
Entre os oficiais de mais alta patente, um deles é escolhido para comandar toda a Aeronáutica. Acima dele, pode existir o marechal-do-ar, cargo criado apenas em tempos de guerra.

Ministro da Defesa
Respondendo diretamente ao presidente, o ministro da Defesa dirige as Forças Armadas e toma as decisões mais importantes em relação à organização das tropas. Ele não precisa ser, necessariamente, um militar.

Revista Mundo Estranho Edição 31/ 2004

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