Cientistas
bombardearam células do milho com microprojéteis de tungstênio cobertos de
genes estrangeiros e conseguiram produzir uma substância que desativa os
herbicidas. Assim, é possível envenenar as ervas daninhas de uma cultura sem
atingir o próprio milho, um risco comum nesse tipo de prática.
O milho estava na
mira dos cientistas desde que eles aprenderam a misturar os genes dos seres
vivos para gerar criaturas jamais vistas na natureza. Ele afinal cedeu, mais à
custa de bombardearem suas células com microprojéteis de tungstênio cobertos de
genes estrangeiros. Um desses genes incorporou-se ao patrimônio hereditário da
planta, exercendo corretamente a sua função: produzir uma substância que
desativa os herbicidas. Assim, é possível envenenar as ervas daninhas de uma
cultura sem atingir o próprio milho, um risco comum nesse tipo de prática. Mas
isso é só o começo. Daqui para a frente, caso se confirme o sucesso dos
microprojéteis, a meta é dotar o milho com diversos outro genes. Foi um feito importante e já estamos nos preparando para reproduzi-lo,
comemora o geneticista Paulo Arruda, da Universidade de Campinas, São Paulo.
Ele aguarda apenas a chegada da máquina que atira os microprojéteis sobre um
caldo de células vegetais, na expectativa de que algumas acabem incorporando os
genes desejados.
Revista Super Interessante n° 038
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