terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Assassinato legalizado

Metade das execuções “legais” no mundo ocorrem na China, denuncia a Anistia Internacional
Cerca de sete mil pessoas foram executadas “legalmente” em todo o mundo, em 1996, o que indica um aumento de 30% em relação ao ano anterior, de acordo com dados da Anistia Internacional. Nos últimos anos, vários países asiáticos, como as Filipinas, reintroduziram a pena de morte em sua legislação. O maior problema, porém, é a China, onde se aplica a pena de morte até para crimes de pequeno porte, como o roubo. Em 1996, quase a metade das execuções “legais” realizadas em todo o mundo aconteceu na China. É que o governo local iniciou uma ampla campanha “contra a criminalidade”.
Em abril, a Comissão dos Direitos Humanos da ONU (que completa meio século este ano), reunida em Genebra, aprovou uma moção pedindo o fim das execuções “legais”. A moção, aliás, foi co-patrocinada pelo Brasil. O peso político dos Estados Unidos e de vários países asiáticos, porém, impediu a adoção de medidas mais drásticas contra os regimes que praticam assassinatos legalizados.
Boletim Mundo Ano 5 n° 3

Nenhum comentário:

Postar um comentário