segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Museu de História Natural de Nova York: Vitrines para o Passado

Por Tania Menai
Para quem gosta de tesouros arqueológicos e fósseis de dinossauros, o Museu de História Natural de Nova York é uma das maiores fontes educacionais, científicas e culturais disponíveis em todo o mundo. Suas exposições interativas utilizam as mais novas tecnologias e são consideradas as mais completas e criativas na área de edutainment – neologismo que reúne duas palavras em inglês para indicar o casamento perfeito entre educação (education) e entretenimento (entertainement). Fundado em 1869, o museu ocupa um espaço gigante e nobilíssimo: quatro quadras – da rua 77 à 81 – em frente ao Central Park, em Manhattan. O prédio de quatro andares abriga uma equipe de 200 cientistas, a maior biblioteca de história natural do Ocidente, salas de aula, auditórios, um cinema Imax (tela gigante) e um planetário, onde ocorre, diariamente, uma demonstração do big bang e da evolução cósmica de 16 bilhões de anos.
O acervo inclui artefatos culturais de diversas civilizações, algumas já extintas, e mais de 32 milhões de espécimes animais que vão de dinossauros a borboletas, de mamutes a moluscos. Tudo isso foi coletado diretamente pela equipe do museu em expedições aos cantos mais remotos do planeta, seja no Pólo Norte, na África ou na Amazônia.
Entre os vegetais, há 160 espécies, com mais de 500 mil folhas catalogadas, o maior arquivo que existe desse tipo. Uma floresta tropical recriada dentro de um vidro simula as degradações causadas pelas forças naturais e pelo homem, enquanto uma outra vitrine com o “Espectro da Vida” mostra a diversidade biológica como resultado dos 3,5 bilhões de anos de evolução. Trata-se de mais de 1 500 espécies divididas em 28 grupos – de mamíferos a fungos.
Mas os astros da festa são mesmo os fósseis. O museu possui a maior coleção de ossos de dinossauros do mundo. São mais de 600 espécies (85% das ossadas são reais). As salas, que contam a história da evolução dos supersauros, foram renovadas em 1996 e ganharam novos moradores, como um gigante tiranossauro rex completo.
No total, são 45 galerias permanentes, mas há também as exposições temáticas. Em agosto e setembro está em cartaz a História do Chocolate e, em outubro, estréia uma mostra sobre Petra, a cidade de 400 a.C. que foi escavada numa montanha na Jordânia.
Museu de história natural de Nova York
As dez coisas que você precisa ver
1. MAMÍFEROS PRIMITIVOS
Fósseis de mamutes, tigres e camelos, alguns com mais de 10 mil anos de idade
2. POVOS DO PACÍFICO
Máscaras cerimoniais de tribos polinésias e redes de pesca da Nova Guiné
3. OCEANO
Uma baleia-azul em tamanho real é a estrela principal da sala que traz ainda 750 espécies marinhas
4. DINOSSAUROS
A maior coleção de fósseis do mundo, com ossos de mais de 600 espécies
5. POVOS DA FLORESTA
Artesanato amazônico em cerâmica e penas de animais e pinturas corporais
6. BIODIVERSIDADE
Informática ajuda a navegar por uma coleção completa de espécies animais e vegetais
7. POVOS AFRICANOS
Artefatos, instrumentos musicais e religiosos de diversos povos do continente
8. POVOS SUL - AMERICANOS
Objetos incas e moches, alguns com 2 mil anos
9. POVOS CENTRO - AMERICANOS
Artefatos astecas, maias e olmecas. Os mais antigos, de 1200 a.C.
10. MONUMENTAL
Conhecido como Steve, um fóssil de barossauro dá as boas-vindas aos visitantes

Nenhum comentário:

Postar um comentário