segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Nova Polêmica sobre o Legado do rei Salomão

por Maria Fernanda Almeida
Descobertas arqueológicas recentes estão fornecendo novos argumentos a favor da narrativa bíblica sobre o esplendor e riqueza dos reinos de Davi e seu filho Salomão, considerados os fundadores do reino de Israel e responsáveis pela idade de ouro da história israelita. Ninguém duvida da existência de Davi ou de Salomão, mas há muita controvérsia sobre seus papéis na história do povo hebreu. Eles realmente foram os construtores do grande império que a Bíblia descreve ou foram apenas líderes tribais de Judá, um Estado pobre e politicamente inexpressivo, localizado no sul da Palestina?
Escavações realizadas pelo arqueólogo Amihai Mazar, da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Tel Rehov, um importante sítio arqueológico da Idade do Ferro ao norte de Israel, indicam que o império salomônico de fato existiu e prosperou. Mazar e sua equipe encontraram objetos de cerâmica e ruínas de monumentos datados entre 1000 e 900 a.C., período que a Bíblia e outros documentos históricos concordam como sendo dos reinados de Davi e Salomão.
Essa descoberta contradiz, no entanto, a tese defendida por alguns dos mais prestigiosos arqueólogos israelitas, como Israel Finkelstein e Eli Piasetzky, da Universidade de Tel Aviv, para quem os templos, palácios e grandes monumentos de Meggido, Hazon e Jerusalém, atribuídos ao período salomônico, na verdade foram erguidos um século mais tarde, no reinado de Omri e de seu filho Ahab (876-842 a.C.) – conhecida como teoria da baixa cronologia. Finkelstein realiza pesquisas em Meggido, 40 quilômetros a oeste de Rehov. “A importância atribuída pela Bíblia a Salomão e, principalmente a Davi não encontra paralelos na arqueologia”, diz Finkelstein. “As datações em Rehov ainda não são definitivas e podem, inclusive, reforçar a baixa cronologia”, afirma.


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